Acerca de Rifenha

A voltas com a mudança

Estes días ando re-editando as entradas todas do blogue, no alojamento do word press. Aínda me falta muito: Escolher a cor da letra de cada entrada, engadir-lhe a categoria, que não se importou. Ainda me faltam 191 por revisar, mas fico iludida procurando desenhos, probando colores e tudo o demais.

Sabedes umha cousa?
desde que volvi a Vimianço, vou recuperando aquela luz interior da infáncia, com os recordos dos caminhos, das árvores, dos passaros, da chuva, da luz…Assim que ando enchendo o blogue de desenhinhos de crianças: cenas de contos, figuras que cintilam, corações, borboletas, gatinhos…Antes sentia reparo, porque pensava que não era próprio da minha idade, mas após dum ano de depressão acabei de aprender que o que pense o público, sempre que não se ofenda, é o de menos. O principal é fazer o que um gosta e sentir ilusão e felicidade.

Bom. Umha aperta a tud@s.

Umha que descobriu que nunca deixou de ser umha meninha.

Aí me tendes, rodeada polas pessoas maiores e sérias.

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Ubicuidade

Não sei se vos passa a vós, mas a mim, que sou umha analfabeta informática, todas estas mudanças na Blogaliza, tem-me descontrolada.

Para evitar as incertezas, hesitações e contingências várias, fedelha que fedelha no ciber-espaço, dei cum lugar a onde levar todo oescunchador completo, com comentários e tudo o demais.

Agora só me resta adaptar as imagens e demais ao novo formato de apresentação, cousa que vou ir fazendo de vagarinho, sem présa.

As apresentações do Worpress não sou tantas nem tão lindas, mas tenho muita claridade, mália não saber inglês e, quando quero pôr algum acento assim ~ ou algumha letra assim ç não me saem pontos de interrogação ?.

O endereço é bem doado

http://oescunchador.wordpress.com .

Comtudo, vou seguir igualmente publicando neste endereço. Publicarei duplo, import-export. Mas, se não me aclaro, polo menos, tenho a onde ir.

Saudações para todo o mundo que passa por aquí.

Aperta.

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Vai a velha morrendo e vai aprendendo

Onte consegui fazer algo que nunca pensei conseguir: Subir um video ao youtube.

Esso sim, con fotos e umha música das que tem o youtube disposta, porque a minha, não ma aceitava.

Saiu-me o video algo mais longo do que a música e resulta um chisco trapalheiro, mas ficava tão cansa polo esforço, que decidi deixar assim. Hoje mudei a música. Agora é mais longa. imos adiantando. Hahahahaha!

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Podia repetir mais umha vez, mas prefiro deixar que a entropia se manifeste e se re-organice nas suas mentes para que gostem igualmente.

Para que ir na contra das leis que regem o universo?

Bom dia a tudos.

Umha Rifenha verdadeira

Ainda que eu me considere rifenha de coração, agora já não sou a Rifenha de Vimianço. Agora em Vimianço, há duas rifenhas verdadeiras, umha da tribo Bakoia por seu pai e Takrait por parte de mãe.

Assim que, já vedes. Pedigree rifenho polas quatro esquinas.

Bom, pois esta rifenhinha de primeiro da ESO, gosta muito de fedelhar na rede e é muito amiga, assim que, quando ela goste, pode escrever entradas no escunchador, para que saibades mais cousas da sua vida aquí, em Vimianço, e também do Rif .

Este é seu primeiro post, e eu deixo-a sozinha, para que ela escreba o que queira e como queira.

Al Hoseima

Al Hoseima (en árabe الحسيمة, ‘Al-Hoseima’ que significa ‘lavanda’ e en español Alhucemas) é unha cidade e provincia de Marrocos.

Está situada na costa marroquina mediterránea, na parte oriental da baía e xunto ao penedo de Alhucemas.

  • Historia

A actual A Hoseima tivo a súa orixe nun asentamento insignificante no século XVII, pero non é unha verdadeira cidade ata despois do desembarco de Al Hoseima levado a cabo polas tropas españolas durante a guerra do Rif (1926). Con todo, daquela chamóuselle Villa Sanjurjo, polo xeneral Sanjurjo, un dos protagonistas dese desembarco.

Durante a II República pasou a denominarse Villa Alhucemas, aínda que logo o réxime franquista restituíu novamente o nome de Villa Sanjurjo, que xa se mantivo durante o resto do protectorado español, ata o ano 1956 en que Marrocos accedeu á independencia. A partir desa data pasou a chamarse Al-Hoseima, en árabe, segundo a denominación marroquí.

Como legado da cultura española, quedan na vila numerosos edificios construídos durante a época do xeneral Sanjurjo. Así, atópase nesta cidade o Colexio Español Melchor de Jovellanos, dirixido polo Estado español. Este conta cunha arquitectura similar a edificios do sur de España e foi en orixe un cuartel militar.

Na actualidade é unha cidade de vacacións de verán, frecuentada polo turismo, na súa maioría do norte de Europa, debido ás súas fermosas praias, en especial Praia Quemado, e á beleza da súa contorna, entre a cordilleira do Rif e as augas do Mediterráneo. Conta con instalacións turísticas destacadas, como o Club Med, o complexo Chafarinas ou o hotel Mohamed V.

Con todo, a cidade atópase afastada do nivel de desenvolvemento do resto do Marrocos turístico, cunha importante falta de infraestruturas e de promoción. Á marxe das estradas que chegan á cidade, no verán establécese un servizo marítimo que comunica a cidade con Málaga, nun treito de aproximadamente unhas 11 horas.

Al Hoseima e os seus arredores sufriron un importante sismo de 6,5 graos na escala Ritcher o 24 de Febreiro de 2004, que causou graves danos materiais e provocou a morte de cando menos 560 persoas.

  • Poboación:

Malia que se estima en 60.000 habitantes a súa poboación, non se pode saber con exactitude, pois existe un alto índice de poboación que vive no campo. A división de poboación na rexión de Al Hoseima é a seguinte: Al Hoseima 55.216, Imzurem 9.642, Bni Buaiach 13.128, Targuist 9.593, mais unha poboación rural que debe roldar os 297.000 habitantes (2005).

Imagens do Rexoubeo do mes passado

Na Taberna O Petouco, de Vimianço:

Rexoubeo

Segundo a minha filha, esta montagem saiu-me algo punki, mas agora não a vou mudar.

Veredes. É que continuo sem sair da casa. Hoje volvi ao psiquiatra e disse que troque o Litio por outro medicamento, que seica o litio não me vem bem, por mor de que me faz eliminar muito potásio e não é bom. Mesmo explicou o meu anojo rebotado, ainda que não muito vissível, dos últimos tempos, pola falta de potásio que tem repercussões no hipotálamo.

Assim que, já sabedes. A música punki é por mor do Li que faz que tenha pouco K. com o conseguinte rebotamento.

Pero…Gosto de como queda esta música, que nem sequer conheço, com as imagens da gente do meu povo. Algo rebotado, últimamente polas subidas abusivas de impostos.

Força!!!!

Manhã de Reis

Esta é umha manhã mágica e profundamente consumista, como ven sendo norma de cada celebração no sistema de consumo espiral no que vivimos.

A mim, sempre me despertan tenrura as histórias de outros meninhos que, em outras circunstáncias, davam-lhe tudo a ilusão, sem receber nada por ela.

O ano passado, lembrei aquel poema tão fermoso de Miguel Hernández, que sempre lembro no dia de Reis.

Hoje vou-vos contar umha história real, também. Umha história dum tempo que, cronológicamente fica aí, na volta da esquina,ainda entre nós com recordos vivos, mas que, em quanto a consumo e parafernálias infantís, é a prehistória do Toys R US.

A história passou tal día como hoje, e os protagonistas erão minha mãe mais os seus três irmancinhos.

Eles nunca tinham agasalhos de Reis porque, meu avó, que era muito racional e ilustrado, dizia-lhes que não havia tais reis, que era tudo umha trapalhada e, minha avoinha, ficava sempre sem se poder mover, por um derrame cerebral que tivo de nova.

Um ano, os três irmãos, decidem dar um golpe de Estado e instaurar a triple Monarquia Mágica, no canto da República racionalista e o despotismo ilustrado no que viviam.

Abrirom a janela, e colocaram seus soquinhos no antepeito, a ver se os Reis Magos erão quem de passar sem deixar nada.

Minha avó, sentiu mágoa dos seus meninhos, e mandou pôr um chouriço dentro de cada soquinho. Não podia ir comprar, mas, a lomenos, sabia que os chouriços erão sempre bem recibidos e levariam umha alegria -alegria dio-la deia.Não há melhor alegria, que ter a barriga cheia-.

Bom, pois assim quedaram as cousas quando, na mesma nuite, entrou umha dessas borrascas atlánticas com dilúvio e os socos encheram-se de água até os amalhós .

Amanhã, quando foram polos agasalhos dos reis, viram um chouriço nadando num soco cheio de água.

Nunca mais volveram a teimar com os Reis Magos, após aquel desengano.

É umha história para rir.

Ou para chorar.

Como todas as histórias.


Umha face ao passado. Outra ao futuro

Assim é como se representa Jano, o deus das duas caras que da nome ao mes de Janeiro, o primeiro do ano para as culturas que tem suas raizes na tradição do Império Romano.

O ano novo celta, começava em Outono, com o mes do Shamain.

O primitivo ano dos romanos, começava em Martius, em honor a Marte, o atual mes de Março, e tinha 340 dias repartidos em dez meses.

Mais tarde engadirom-lhe dous mais- Janeiro e Fevereiro- e fui Julio Cesar, no 47 a.C. quem decide que o ano debe começar em janeiro-calendário Juliano- e não fui até o 1.582 que o papa Gregorio XIII reformou para o adaptar aos anos bisiestos-calendário Gregoriano- que é o que rege hoje.

Durante um tempo,ainda se seguiu a celebrar em diferentes datas,sobre tudo em Italia:Em Florência, o ano novo fui o 25 de Março até o 1.749. Em Venézia o 1 de Março e em Milã o 25 de ezembro até o 1.797.

Nas colónias británicas americanas, celebrába-se o 1 de Março, como na Inglaterra protestante, até 1.752. Nas possessões portuguesas, espanholas ou francesas, desde o 1.582, passou a ser o 1 de Janeiro, seguindo o calendário gregoriano.

Durante a Revolução francesa, fui reformado o calendário, tirando-lhe todas as connotações religiosas -prometo falar outro dia do tema com tempo-.

Quais erão as práticas dos romanos para receber o novo ano?

O poeta Ovidio, nos Fastos, explica-nos:

Janeiro é presidido polo deus Jano, o das duas faces. Tem umha nova, que mira ao futuro -ano novo- e outra velha, que mira ao passado-ano que rematou-. O deus Jano era um deus de iniciações e ritos iniciáticos, por esso ficava como porta iniciática do ano que estava por vir.

O dia do ano novo, os romanos convidavam a comer aos amigos, e agasalhavam-os com pólas de loureiro ou de oliveira do bosque sagrado de Strenia, a deusa da saude, como agoiro de boa fortuna e felicidade.-

Com o tempo, estes agasalhos são substituidos polos strenae-os nosos estreos, vaia- mais “modernos”: Jarras de mel de cerámica branca, com dátiles e figos, que se entregavam com esta frase: ” Para que passe o sabor amargo das cousas e o ano que começa, seja dóce”.

O próprio das calendas-primeiro dia de cada mes. Primeira lua nova- do ano, era trabalhar, porque, segundo palàvras de Jano, citadas por Ovidio:

“Consagrarei a todos aqueles que comecem o ano trabalhando, para que não tenham um ano de preguiça”.

Assim que, já sabedes, nem uvas nem farrapos de gaita. Trabalhar, lampantins, que só pensades em festas…!

Feliz nuite de fim de ano e feliz ano para tudos.

Rexoubeo em Vimianço

Volve o Rexoubeo a Vimianço este fim de semana.

Deixo-vos aquí o cartaz, para que vos animedes.

Se andades perto, não o perdades, porque este Natal hà muito rexoubeo e muita marcha na minha vila:

Pois eso.
Feliz Rexoubeo

O abeto iluminado

O abeto iluminado é outro dos ícones do Natal que vem de longe…

A origem mítica, fica na Alemanha, onde o carvalho de Odim era a árvore dos sacrificios: Ao seu pé, sacrificavam-se os escravos capturados nas batalhas.

Também se adornava umha árvore umha vez ao ano, para lhe render tributo aos deuses e às árvores mesmas, muito importantes na filosofia de vida pantheista dos povos celtas e nórdicos.

E rendia-se tributo a Thor, portando os cadolos de doce folhas de palma, umha por cada mes do ano. Prendia-se lume na ponta do cadolo, e apilavam-se ardendo.

No século IV, um freire chamado Bonifácio, o evangeliçador da Alemanha, ficou horroriçado quando viu o que faziam aqueles adoradores de Odim, e do paganismo no que viviam, e ordenou talar o carvalho.

Ao cair, barreu tudo ao seu passo, agás um pequeno abeto que permanecia em pé.

Assim, tomou o abeto como símbolo da trindade de Deus-por ter forma de triángulo- e como oposição ao carvalho pagão.

Adornou o abeto com maçãs -as bólas de hoje-e velas acesas, e aí remata a lenda da árvore até que, Luther, o reformista alemão, contemplou umha nuite on brilho das estrelas nos abetos geados, e levou um à sua casa e adornou as suas pólas com nóces, maçãs e candeias, para simboliçar oos dons que nos aporta o nascimento de Jesucristo.


Com o tempo, a árvore iluminada vai-se estendendo por Alemanha e, com ela, os mercados de adornos, dóces e agasalhos.

Era habitual, o dia 24, levar ás ciranças de passeio ao campo, mentras nas casas se colocavam as árvores adornadas e os agasalhos ao pé. Quando vinham de volta, abriam os agasalhos e começava a festa do Natal.

De aí passou a Inglaterra, onde é populariçado polo príncipe Albert, consorte da rainha Victoria, que era de origem alemão.

No ano 1841, mandou colocar umha grande árvore como as que havia no seu pais no castelo de Windsor e a ideia tivo tanto sucesso, que aginha se estendeu às casas de toda Inglaterra.

Os ingleses levaqrom a árvore aos USA onde, no 1847, se instala a primeira iluminação de Natal, em Ohio.

Não compre explicar como rematou o carvalho de Odim