Pensar e sentir

Qué doado é, para mim, pensar...
Ideias, palàvras, juiços...
Mas, quando todas esas cousas se vão empapando com a tinta púrpura que abrolha no peito e vai escorregando desde os pés até os miolos, o corpo, por dentro, encolhe até fechar os pulmões e anoar o estómago e as vísceras num nó cego, impossível de desanoar.
O motivo pode ser calquera: A morrinha, a saudade, a tristeça do que não fui, a inquedança do que é, o temor do que pode ser... O passado fermoso, o presente anodino, o futuro incerto... O amor de mãe, ou o amor de filha, a soidade, o rebúmbio, o filme que dão na tv, umha canção...
A dor de existir.
Dor existencial que oprime como chumbo, que doe como umha faca penetrando na carne.
Coma sete punhais espetados num coração ardente.

chúzame -