As pequenas cousas
Dentro de quatro paredes , também se podem ter momentos de intensa felicidade. A felicidade, ao fim, são esso: Intres, momentos, instantes que brilham com intensa lus dentro de nós, coma faiscas que leva o vento; como chuva de estrelas que passam, fugidias, polo céu do nosso interior.
Hoje, espertei cedo, e com a cabeça algo pessada.
Vou-vos deixar aquí as primeiras olhadas do dia. Felicidade comtemplativa.
Dentro da casa,-por certo, a casa, na linguajem analógica dos sonhos simboliça o próprio mundo interior, o momento da vida que estamos a viver- vejo as flores que o Suso traz cada quinta , quando vai à feira de Vimianço, para mim. As desta semana, ainda ficam frescas, porque são de onte. Ainda tem de ir abrindo segundo vaiam passando os dias:
Logo olhei pola janela:
O sol empezava a iluminar os cumes do monte que me arrodeia, logo ia chegando às milheiras, à cinta de abeneiros da beira do rio...
Cuquinho saiu para ver se andava por aí o gato gris, que lhe anda a remexer nos óssos que ele guarda polo erval. Cada vez que o cheira, ladra coma se estiver tolo, ou possuido pola furia lobuna dos seus antepassados. Mas é ainda um cachorro e o gato, jà velho, nem para ele mira.
Senta, tranquilo, e, quando se cansa dos ouveios, marcha paseninho, com elegáncia displicente cara a beira do rio...
Vendo estas imagens, não posso menos que lembrar a Vicente Risco, em Léria:" Não é que o teu mundo seja pequeno. És ti, que nunca has poder concebir nada grande."
chúzame -