Nacionalismos

O dia 25 de Julho, não fum a Compostela, mas esso não significa que não seja nacionalista e acredite na nossa Patria.
Polos círculos onde me movo, dos meus paisanos de Vimianço, muitas vezes suscita-se o debate dos nacionalismos.
Esta é umha resposta que corresponde únicamente à minha vissão persoal do asunto:
O dia 25 fui o dia a Patria Galega, e todos os nacionalistas celebrarom o dia em Compostela, coração da Galiza, a nossa Pátria.
Muita gente, se quadra, não entende bem esto dos nacionalismos ou parece-lhe que não são mais que um jeito de dividir às pessoas.
Desde o meu ponto de vista, a idea de nacionalismo e mesmo de pátria, pode-se entender de muitos jeitos diferentes, assim como as pessoas somos tambén muito diferentes e temos visões da vida distintas, ainda que, às vezes, nos pareza que os demais tem as mesmas visões do mundo e os mesmos pontos de vista que nós.
Eu, que não sou entendida en nada, mas sou umha pessoa e penso, como todos fazemos, sou nacionalista, e ainda que o 25 não pudem ir à Composela, o meu coração ficava entre os nacionalistas que se manifestavam a prol do reconhecemento de nação para a nossa terra.
E diredes vós: E por qué? Cal é a ideia e o sentimento que me leva a ser nacionalista? Pois porque acredito na liverdade de cada quem , porque acredito no dereito a ser cada um quen queira ser e viver sua vida como lhe pete.
E esto, que vale para as pessoas, vale tambén para os povos.
Hà anos, na minha vila de Vimianço, havia umhas quantas famílias que erão as que tinhan a tijola polo mango, e só eles tinham acceso ao estudio, à cultura, a ter um automóvel ou a serem chamados de "don" ou "doña"
Esses seriam, agora, unha metáfora dos grandes nacionalismos que quer dominar o mundo: Estados Unidos, que afoga e expreme aos mais pobres do planeta, França, que faz o mesmo, sobrte tudo em Africa, ou essas ideas de Espanha que tenta vendernos umha certa classe política afim aos partidos de dereitas e aos intereses económicos que, ao fim, são a mãe do anho.
Tambén, pouco a pouco, na minha vila a xente fui progressando, as cousas mudaron e hoje, todo mundo que vale, pode estudar, tem uns dereitos e trata de igual a igual com todo o mundo.
Pois esso mesmo que passa coas pessoas, ou com as famílias, pasa com os povos. E un nacionalista galego,se é bom nacionalista, tem que o ser de todas as nações e de todos os povos do mundo.
Porque, quando umha ama a sua terra, sua lingua e a sua cultura,por força tem que comprender que cada quem ame a sua também.
Porque todas as terras são terras, todos os povos son povos, todas as culturas son fruto de miles de anos de história e esso faz que o mundo seja diferente, diverso e plural.
Esso faz que, quando se viaja, se disfrute dos diferentes climas, das diferentes falas, das diferentes gastronomias, dos diferentes arrecendos de cada povo. Como bem dixo Castelao, os animais não podem ser nacionalistas, porque os burros orneam igual em todo o mundo e as bestas rechinam o mesmo, ou os mesmos pássaros arrechouchiam do mesmo jeito.
O sermos diferentes, é , precisamente, o que nos faz humanos. E eso ten de ser un motivo de disfrute e entendemento, non de separação e enfrontamento, como nos querem vender os outros nacionalistas, os senhoritos, os que tem o poder.
Assim como na minha vila todos acadamos a possibilidade de estudar trabalhar -num sentido teórico, que logo jà se sabe que tudo é relativo- e, com nossa independência económica, não teriamos que lhe render pleitesia a ninguém, assim todos os povos do mundo: Africanos, palestinianos, iraquianos, galegos, catalães ou latinoamericanos, ponho por caso, deberiamos ter dereito a tratar de igual a igual com calquera povo do mundo. A explotar os nossos próprios recursos e a viver do nosso trabalho e da nossa riqueza, sem que ninguém, dizindo que não se debe de ser nacionalista, nos venha roubar para que sigamos a lhe render pleitesía, como se fazia noutros tempos con aquelas gentes que, seguramente, moitos lembraredes. Aqueles que dizian:"es que hoy, todo el mundo te puede estudiar, o tener un coche. No sé donde vamos a ir a parar."
Pois eu dígo-lle a onde temos que ir parar: À dignidade a aos dereitos para todos e para todas as pessoas do mundo.
E que deixen de nos meter medo com o nacionalismo dos pobres e dos pequenos, mentras eles practican o dos ricos e o dos impérios e multi-nacionais..
Com premeditação, alevosia e criminalidade.

chúzame -