O caminho

"Al andar se hace camino
y, al volver la vista atrás,
se ve la senda que nunca,
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay caminos,
sino estelas enla mar."
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"Deixo, en fin,
canto ben quero.
Quen puidera non deixar...!"
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"No hay nada más bello
que lo que nunca he tenido.
Nada más amado
que lo que perdí" .
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Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.
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Poi sim, fico experimentando essa fase da vida humana que é a contradiçao entre a insuportável levidade e a gravidade do ser.
Após de vintatrês anos fóra, volvo a Vimianço, à minha casinha açul e branca, às minhas àrvores , ao meu galinheiro reconvertido em jardim.
E fico leda por ter tomado a decissao.
Mas nao posso arrincar do coraçao a a saudade do Rif.
Tampouco a de Antón Mouzo. Nao tou afeita a que morram amigos. Ainda nao tenho a idade essa na que os amigos e conhescidos vao indo para além e umha se afaz às perdas.
Se vou ao "mercadillo", lembro o Souk de Alhoceïma, cheio de berros, arrecendos, teas brilhantes, queimadores de cozinha e pedaletas de bicicleta de segunda mao.
Também lembro todo aquel rio de gente polas ruas, com seus turbantes, suas djelabas e aos meninhos jogando futebol no meio da rua, estampando a bóla contra as portas dos garagens...
Ao vendedor que pregoava caracois com seu burro, ao da ligívia , ao do peixe...
As terraças cheias de gente bebendo chà e as açoteias cheias de parabólicas e roupa tendida ao ar.
Os bazares, as tendas de géneros para os kaftaes, de sedas e bordados , as ourivesarias onde os futuros maridos rifenhos pagam as jóias que as suas prometidas escolhem, para locir nas festas e para terem um depósito quando o precisem.-Minha avoa sempre dizia que havia que guardar para umha enfermidade...-
Vai ter razao o meu psiquiatra no da hiper-sensibilidade, porque, após de pagar o bilhete de aviao para mim e para o meu filho-eu soa nao me considerava capaz- ao fim nao fum quem de me ir despedir do Rif, dos meninhos, da cidade...Perdí o importe dos bilhetes e deixei que o Suso se arranchase com tudo, porque, no fundo, nao tive valor para dizer adeus, como tampouco para acompanhar à família de Antón Mouzo no seu enterro.
Todos os seus amigos ficavam alí, mas eu nao pudem.
Como tampouco posso rematar o meu relato "Mar e Terra, um relato inacabado."
Porque tampouco sou quem de fuzilar ao meu avó no campo da Rata aquel 9 de decembro do 1936.
Nao sei se é hipersensibilidade ou covardia. Ou as duas cousas.
Mas meu coraçao nao é quem de afrontar os adeuses.
Assim vai guardando tudo, dentro, là dentro, e, às vezes, só sou capás de o expresar con cançoes, ou dançando, nas festas do verao, ou escrebendo por aquí algumha destas minhas cousas que vós tao amavelmente ledes.
Algúm dia, quando a ferida sande, hei de volver ao Rif, ou visitar umha exposiçao de Antón Mouzo, ou rematar o meu relato.
Tal vez. Inchallah...
chúzame -