
Estes dias apareceu nos tele-jornais umha nova estarrecedora.
Umha moça de etnia kurda, umha adolescente de 17 anos, apedreada pola sua família e vizinhos por se mudar de religao ao Islao.
Normalmente é a religiao islámica e a cultura que a arrodeia a que tem a sona de apedrear às mulheres, fazer ablaçoes de clítoris e demais aberraçoes que sofrem as mulheres de todo o mundo.
Mais olhai senhoras e senhores que seguides "O escunchador".
Uns capítulos mais atrás olhavamos a Olimpia de Gouges guilhotinada pola laica, liberal e civil Revoluçao Francesa, tao adorada. Só por pedir os mesmos dereitos para as mulheres que figuravam na declaraçao de "Dereitos do Cidadao" dada pola revoluçao.
Também como, durante a República espanhola, havia mulheres de esquerdas, inteligentes universitárias, que se opunham ao voto feminino por o considerar, a priori, mais consevador.
Cada dia sabemos de algúm homen que ainda nao fui quem de asumir que as mulheres somos pessoas e nao objectos da sua propriedade. Por esso as acuitelam, queimam, desfiguram ou lhe fam a vida iumpossível-Ou minha, ou de ninguém-.
Tudo esto, vem a que a questao das mulheres e os seus problemas, nao sao património de nemhumha cultura, étnia, religiao ou ideologia.
Sao fruto do machismo arraigado no inconsciente da humanidade após de tantos anos de sociedades patriarcais.
Mentras nao asumamos esso, o único que faremos será pôr baloes fóra, botar-lhe a culpa a outros, fomentar a xenofóbia gratuita e contribuir a que o problema se enquiste cada vez mais, no Kurdistao, em Nigéria ou entre nós, que tanto tem.
As mulheres que cada dia sao maltratadas, humilhadas e até mortas pola mentalidade patriarcal déspota e absolutista, sofrem o mesmo em quaisquer parte do mundo.

Outra cousa é a existéncia de leis que nos protejam e aí, sim que as mulheres europeias somos privilegiadas, porque a nossa sociedade tem leis mais justas que as de outros paises, onde o patriarcado ainda nao evoluiu a nível político.
Mas, nao nos enganemos. A violéncia contra as mulheres nao é património de culturas, religioes ou étnias.
É únicamente umha consequéncia das ideias patriarcais e machistas que a humanidade indoeuropeia e as culturas que gerou, vem arrastrando dende que os primeiros guerreiros procedentes das Mesetas Centroeuropeias e Asiáticas, e logo as ideias semíticas, patriarcais também, invadiram às culturas matrilineais da Natureça, a Fertilidade, a Terra mae e as cidades sem muros arredor, como as de Creta, ou Mohenho Daro , na India.
Mentras nao nos libremos da mitologia homérica, com seus herois guerreiros, sanguinários e únicamente varoes, e os consideremos simplesmente umha etapa da história,assim como das ideias represoras da sexualidade feminina das culturas semíticas, nunca chegaremos as mulheres a ficar a salvo da violéncia.
Nem tampouco os povos mais febles, indefensos e menos preparados para a guerra do planeta.
Nem sequer o Planeta fica a salvo. Porque a filosofia homérica, após dous mil anos e pico, chega a tal ponto de justificar explosoes nucleares no mesmo útero da terra, sem respeitar sequera à mae universal que nos nutre e nos agasalha com seus frutos e sua beleça.
Agora jà andam matinando em ir embora para outros planetas quando rematem com este.
Nas nossas mentes fica a soluçao a tanta desfeita. Respeitar o feminino e às mulheres, pode significar a salvaçao e a evoluçao da nossa sociedade cara maiores cotas de liverdade e felicidade. Para esso, só hà que mudar o "chip".
É difícil mudar umha pauta de miles de anos, mas nao impossível.
As mulheres de todo o mundo tem que tentar equilibrar a balança,e esso é possível dentro de quaisquer cultura, religiao ou étnia.
Só hà que minar as pedras dos alicerces da sociedade. Pinga a pinga. Como a àgua.
A àgua é o elemento feminino por exceléncia. A àgua; os fluidos, a persisténcia.
Assim é como o mar fura a pedra. E a desgasta até a tornar areia dourada.
Ou bate com força contra os cons da ribeira até os fender.
"Libre te quiero
como arroyo que brinca
de peña en peña,
pero no mía.
Grande te quiero
como monte preñado
de primavera,
pero no mía.
Buena te quiero
como pan que no sabe
su masa buena,
pero no mía.
Alta te quiero
como chopo que al cielo
se despereza,
se despereza,
pero no mía.
Blanca te quiero
como flor de azahares
sobre la tierra,
pero no mía.
Pero no mía
ni de Dios ni de nadie
ni tuya siquiera. "
chúzame -