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A página da Rifenha de Vimianço

Liverté, Egalité, Fraternité. Também para homens

Filed under: mulheres — Rifenha at 5:10 pm on luns, abril 16, 2007

 

  Antes da Revoluçao Francesa, o marquês de Condorcet , un homen avançado para o seu tempo,reclamava o reconhecemento social das mulheres.

Quando a revoluçao estalou, no 1789,as mulheres anónimas tem um papel muito importante em todas as luitas populares, mas, à hora da verdade, às mulheres negarom-se-lhe os dereitos políticos.

Olimpia de Gouges, umha mulher luitadora,publica em 1971 a "Declaraçao dos dereitos da mulher e a cidadá", calco exacto da "Declaraçao dos dereitos do homen e o cidadao" feita polos revolucionários.

Mas seus plantejamentos nao eram compartidos polos seus companheiros varoes e Olimpia fui levada â cadeia e ejecutada polos jacobinos na guilhotina.

No ano 1804, publica-se o Código Civil Napoleónico, que recolhia os novos dereitos cidadaos acadados na Revoluçao.

Este código nega-lhe às mulheres os dereitos civís e impoe leis discriminatórias:

O fogar era o único ámbito de acçao da mulher.

Definitivamente, as mulheres seguiam a serem os "Anjos do fogar" .

E agora nao se lhe pode pór a culpa à religiao.

É a sociedade Civil e Liberada a que o faz.

Assim som as cousas...

Chuzame! chúzame -

Seguimos com histórias da história: A Burguesia, o Império e as mulheres.

Filed under: mulheres — Rifenha at 5:20 pm on domingo, abril 15, 2007

 

Após este paréntese sobre Vimianço e cousas minhas, hoje vou tentar colocar as neuroninhas em posiçao a ver se consigo fiar umha nova história da História das mulheres europeias.

Aló polos séculos XVI e XVII, Europa ve florescer umha nova clase social acomodada e com entidade própria: A Burguesia.

Os ideais desta burguesia eram as ideias liberais e o humanismo reformista.

No caso do grande Império Espanhol, esta clase social nao chegou a calhar, ja que Espanha ailha-se das ideias liberais, fecha-se em si mesma e vive na incultura e o fanatismo religioso inquisitorial e escurantista.

No canto de burgueses , proliferam os fidalgos, que rejeitam emprender atividades económicas, por ser o trabalho umha cousa considerada indigna.

Muito bem explicada fica esta atitude em "EL Lazarillo de Tormes":

"Tratado tercero: Cómo Lázaro se asentó con un escudero y de lo que le acaeció con él ".

O ouro chegado de Além mar, das posessoes imperiais, tivo umha grande influência em que esto fosse assim.

 

Mai as guerras mantidas em Flandes e no Mediterráneo oriental,  consumirom a maior parte desse capital

 

Esto, emquanto â história dos homens, suas guerras e teimas.

Emquanto âs mulheres, estes séculos foram de retrocesso em seus dereitos:

Estende-se a Lei Sálica, pola que só podem herdar a coroa as mulheres se nao tem irmaos varoes.

Algumhas mulheres nobres, sobre tudo em França, escrevem e reunem ao seu redor círculos e tertúlias literárias, como a marquesa de Sevigné , a duquesa de Dubarry, ou Madame Geoffrin, que aparece aquí no seu "salon" com os contertúlios

O resto das mulheres do norte de Europa desta época, aparecem muito bem retratadas por Vermeer nas suas labores cotiás:

 

As espanholas por Velázquez

 

Chuzame! chúzame -

Homens

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 8:23 am on venres, abril 13, 2007

Resulta-nos difícil às vezes, às mulheres, comprender o sentido lúdico e brincador da vida que tem os homens.

A mim, pessoalmente, às vezes, da-me génio que o tomem tudo de brincadeira e que só vivam preocupados por cousas de meninhos.

Outras, esso é precisamente o que me faz feliz.

Coma este dia em Vigo:

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Vimianço VII. A Gandra

Filed under: Cousas minhas, Galiza — Rifenha at 11:34 am on martes, abril 10, 2007

Gândara s. f. (1) Terreno baixo, sem cultivar e cheio de matagal.

Essa é a definiçao do senhor Estraviz sobre a Gândara.
Mas em Vimianço, a "Ghandra" é um lugar muitoi fermoso, com terreos sem cultivar, cheios de regos, regatos, salgueiros e loureiros em flor. Muinhos, casas, um Instituto, e mais cousas.
Mas eu, hoje, quero deixar-vos estas imagens da Ghandra, umha gândara boscosa onde bem puidera ser que morasem fadas, elfos ou trasnos desses pequeninhos, que nao se vem, porque se agocham quando imos e senten ruido.
Mas eu escuiteinos bulir, silandeiros, por entre a folhagem:

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Vimianço VI. Mais categorias

Filed under: Cousas minhas, Galiza — Rifenha at 10:20 am on sábado, abril 7, 2007

Vimianço é um val redondo que, para mim, é a metáfora do mundo.

Dentro do círculo de montes e penedos, agora inçados de viraventos, fica representado o universo com todas as suas categorias e clasificaçoes.

Há categorias que os humanos atribuimos âs flores, as tumbas, mas também a tudo o que forma parte do nosso mundo.

Por exemplo, as casas:

Velaí o fermoso Paço de Trasariz, com sua palmeira, seu camélio, suas magníficas cheminés de pedra, o seu muro de pedra e até umha capela própria que já nao se abre ao público desde há anos.

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Pertence a família da tumba com capela que vos amosei o outro dia.

E é realmente fermoso â vista.

Logo hà olutras casas, coma esta, a minha preferida:

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 Com sua horta, seus cabaços, seus castinheiros espidos que aguardam para arrebentar de folhas, ouriços e pavoes...

Aquí também há categorias. Mas, a minha clasificaçao, fica feita desde o coraçao...

Tal vez deberiamos utilizar o coraçao mais a miudo para estabelecer clasificaçoes, e nao só o que nos marcam as apariências , o valor monetário e o pragmatismo,nao?

Digo eu...

Chuzame! chúzame -
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