Vimianço V. Rainhas e camaradas

Ainda entre as espécies vegetais, há clases.

Há rainhas, que locem, em seu esplendor solitário e alto, empoleiradas nas pólas da sua árvore.

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E há gente do comum, que se agrupam em bairros a ras do chao, e compartem espaço e beleça sem necesidade de sinatura individual.

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Ao fim, os humanos reproduzimos os mesmos patroes da Natureça.

Só que nós somos mais perversos. Estabelecemos as categorias.

Vimianço IV. De herois e tumbas

Quando passeio polo meu val, gosto muito de fazer um alto no Outeiro- Assim chamam-lhe as velhas e velhos da parróquia ao camposanto-.
Alí semprte hà um silenço e umha tranquilidade que permite ir, de vagarinho, percorrendo os apousentos das diferentes famílias e as histórias dos que forom e já nao sao.
Mas ainda no outeiro, hà diferências.
Há senhores e senhoritos, com capela própria e duas fiadas de furnas cheias de blasoes e lendas sobre mármore …

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E ramilhetes de amarelhes que medram sobre a terra dos mortos que nao tem nada a dizer. Porque tudo o que tinham era a vida e esta rematou.

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Mas…Olhade com que elegáncia se inclina Narciso olhando a terra que guarda o heroi anónimo.

Nao há mármore comparável:

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Vimianço III. Valados

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 Umha das cousas mais lindas que produz o nosso clima húmido sao os valados .

Os de antes. Os de pedra.

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Valados de Vimianço:

      

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De seguro as fotos nao sao boas. Nao tenho experiência em fotos. Sao as primeiras que fago. Mas os valados ejercem sobre mim umha fascinaçao desde que tenho memória. Sao  micromundos mágicos . Bosques de musgo e fieitinhos povoados de fadas e velhinhas de fazer o caldo. Espaços de vida vegetal entre pedras húmidas e velhas, que vao acumulando terra  em suas fendas para criar universos de beleça que só pode descobrir umha mirada atenta e amorosa.

     

Valados de Vimianço. Tesouros de vida pequena em tamanho mas enorme em fermosura.

II : Primavera e inverno. A relatividade .

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Num dos meus passeios polo val de Vimianço, atopei duas parelhas de amigos que me fixerom  pensar na relatividade da vida.

Dous salgueiros moços, em plena primavera, com suas folhas verdes abrochando e suas flores masculinas e femininas preparadas para poliniçar e deitar regueiros amarelos de esperma vegetal arredor das poças de água da chuva.

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E dous abeneiros velhos, um deles jà meio rompido polos embates de tantos ventos do vendaval, do norte, do nordés, da travesía…

Mas aguardando também a chegada das folhas novas.

O tempo nao é igual para eles que para seus vizinhos.

Algumha vez vos sentistes coma os salgueiros?

E coma os abeneiros?

descansando neuronas por Vimianço I. Sanfins. Soidade verde-gris

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Esta tempada fico algo achacadiça , por esso náo vos seguir a contar as histórias das mulheres.
Para esoo, as neuronas tem de ficar em bom estado e com aços para contar histórias da história.
Quando me ponha bem, continuaremos a conhescer cousas femininas e até feministas, mas, no entanto, como náo quero perder o contato com vós, já atopei umha soluçáo.
O Suso, polo nosso 31 cabodano do casamento, agasalhou-me umha cámara de fotografar e agora, mentras me reponho, dou longos passeios polas pistas da parcelária de Vimianço- correduiras e carreiros jà dou o demo um queda- e vou tirando fotos a todo o que chama minha atençáo.
É umha atividade preciosa, porque, a través das fotos, e dos modelos a fotografar, vou volvendo a tomar contato com este val que abandonei hà vintetrês anos para voar a outros climas, outras liverdades, outras músicas, que arriquecerom a minha vida e a fixerom mais jovem, aventureira e boémia, como eu anceiava quando era umha meninha nas freiras de Rubine.
Ainda que casada, com meninhos e tudo, cumpli meu sonho de ver e vivir outros mundos.
Agora disfruto destas pequenas cousas da minha primeira infáncia, meu paraiso perdido e volto a encontrar.
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Estas primeiras fotos sáo de Sanfins, um lugar do Concelho de Vimianço, e da parróquia de Cambeda.

Quando as fisse, era umha manhá gris, de invernia galega. Tem esse regusto de humidade verde e gris, metade de cada, e a soidade do campo no inverno. Do vento que agita os loureiros novos, os cruzeiros das encrucilhadas e os caminhos.

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O carro do pais cheio de balume, havia polo menos vinte anos que náo o via.

Mas ali ficava, sozinho, entre a pedra e o cemento, quase um fóssil .

Espero que gostedes. Porque vou pór mais.

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Maus tempos para as muheres. Integrismo religioso de dupla moral

Aló polo século XV, pula com força umha clase social que já nascera no medievo, e que fora livre e mesmo revolucionária: A Burguesia.

Os artesãos e comerciantes dos burgos medievais, que pouco a pouco, se vão afiançando como clase social.

Mas nestes tempos, ocorrem muitas cousas em Europa:

A Igreja e o Estado identificam-se, a Inquisição chega a seu apogeu.

Celébra-se o Concílio de Trento , que ia ditar doutrina moral repressiva com a sexualidade, as mulheres, o matrimónio, como nunca antes se vira.

A saber:

*Estabelece-se o matrimónio público diante dum cura.

*Valoriça a virgindade das futuras esposas, mesmo autoriçando a pedir certificado escrito prévio ao matrimónio, se assim o marido o estimasse oportuno.

*Regulamentam-se as relações sexuais dentro do matrimónio: havia de se abster 4o dias antes do Natal, 8 dias após da festa de Pentecostés, todos os venres, domingos e festas religiosas, os dias de jejum, 5 dias antes da comunhão e um dia após de comungar.

Em total, e botando contas, mas de meio ano ficava proivido manter relações sexuais entre os esposos.E esso só para procrear. Se a mulher sentir prazer, era muito mal visto.

« El amor carnal, alimentado por la lujuria y caracterizado por el exceso, es asimilable al adulterio y produce los mismos efectos que este: lascivia, celos, locura “

Esto dizia o senhor Gilbert de Tournai a respeito das relações sexuais entre esposos.

Como a moral, a respeito dos homens, era mais hipocritamente permissiva, nas cidades florescerom os prostíbulos e mancebias coma os cogumelos após da chuva outoniça.

Quaisquer mulher de mais de doze anos, que não pertencesse à classe social alta, podia pedir autoriçação para ejercer a prostitução nos lugares arredados do centro das cidades habilitados para o asunto.

A mancebia de Sevilla, com o tráfego de barcos que vinham das Indias Occidentais, fui umha das mais florescentes de Europa.

Também aos homens lhe permitiam ter concubinas, barraganas, e outras categorias de acompanhantes várias. Mesmo aos clérigos, coma este da ilustração.

Mas..Havia algo com o que não contavam.

Os marinheiros que vinham das Américas, eram portadores dumha nova doença: A Sífilis, que, dado a concorréncia das mancebias e prostíbulos, extendiu-se por toda Europa como a pólvora e causou estragos na povoação.


Amais de todas estas lindeças tridentinas, as mulheres eram a miudo acusadas de brujaria, de satanismo e demais. Só por serem herboristas, ou mencinheiras.

Ou por praticar rituais na natureça:

Umha idade na que começou um odeio e umha repressão feroz da feminidade que continuaria até muito mais adiante.

Palavras de Blas Álvarez de Mendizãbal, Século XVI:
“el útero de hembra apetece grandemente la simiente, y es grande el deseo que de tal simiente tiene, y mientras la atrae a si y la embebe y al tiempo mismo conceto es maravilloso el deleyte que recibe”.

Por esso havia de ter às mulheres bem sujeitas e controladas . Porque “el deleyte que recibe” era algo que, segundo eles, não debia de receber

Hoje deixo este espaço por um tempo, com já vos disse.

Quando volva, seguiremos contando histórias de mulheres, que ainda faltam muitas.

Até mais ver.

Sudações.

A Baixa Idade Meia. Amor e iconografia.


Na Baixa Idade Meia, a mulher tem um protagonismo fundamental na literatura e na imagineria, assim como na vida, mesmo na defesa e combate,-lembremos as revoltas irmandinhas com suas protagonistas femininas- ou, no outro bando, a rainha Urraca.

Também na vida familiar e cotiã:


Emquanto à Literatura, xordem os cancioneiros, com canções de amor


Por umha banda, ficam os cançoeiros dos trobadores galego-portugueses-occitanos,

Cancioneiro do rei Dom Dinís

de amor cortés e pagão, onde as mulheres eram idealiçadas e cantadas coma se de deusas se tratar.

Também as de escárnio e maldizer, que falavam abertamente de sexo:


E por outra banda, as cantigas de amor mundano, aló polas Castelas, coma as do Acipreste de Hita, dum erotismo muito carnal.
Ou romances, os filmes e os reality do medievo:


Na imagineria,dado que as Imagens religiosas tinham umha função didática e pedagógica as catedrais e os templos, enchem-sede imagens que tentam explicar ao povo analfabeto as verdades da religião.

Mas esta época, é justamente a época das catedrais góticas, que se enchem de virgens mães, com seu meninho no colo, a modo de deusas da maternidade. Algumhas mesmo negras, como as deusas pagãs:

Na Galiza hà algumha preciosas-A do Mosteiro de Oseira é umha fermosura- Mas também toda Europa se enche de catedrais adicadas à Mãe: Nôtre Dame, Chartres, e muitas mais tem à mãe com o meninho presidindo o parteluz de entrada.

Semelha que os povos germánicos-Gótico vem de godo, não pertencente ao império romano- sentiam pola mulher algo especial.

Mesmo semelha que anhoram às deusas mães e suas iconografias pagãs, como se demonstra neste labirinto e neste relogio zodiacal da Catedral de Chartres:

Ao mesmo tempo que de virgens mães, as catedrais e as gárgolas dos edifícios, enchem-se de motivos sexuais , sobre tudo a canteria e a escultura em pedra:

È umha pequena revolução desde dentro da igreja, que faz que as catedrais, por vezes, semelhem templos hindús, com Shiva e Parvati copulando.

Claro que não sempre esto era bem entendido polas autoridades eclesiásticas que, às vezes, censuravam os trabalhos dos canteiros-escultores e faziam os reformar.

Contam que no pórtico da Glória, o arzebispo fisse pulir os seios da rainha Esther , porque os santos de enfrente, olhavam cara ela libidinosos, rexoubando.

Velaí como olha Davide para ela, que fica enfrente…

Amanhã mais e logo um descanso. Vou embora e não se quando vou volver.

As invasões Germánicas na Alta Idade Meia.

Com a caida do Império romano, que fui ocorrendo de vagar, novos povos da periféria europeia do Império começam a se instalar nos territórios imperiais.

Erão diferentes grupos, com base tribal e familiar que se estenderom e ocuparom territórios:

*Alamanes
Norte e centro, e após sur da Alemanha
*Anglos e Sajões
Ilhas Británicas Sajónia (margens do rio Elba, na atual Alemanha)
*Francos
França e centro de Alemanha
*Lombardos
Norte de Itália
*Ostrogodos
Itália
*Suevos
Noroeste da península Ibérica


*Vándalos
Norte de África


*Visigodos

Sur de França Península Ibérica

Bem. Esso dos mapas emquanto a nós, mas os reinos germánicos, mãlia serem da mesma lingua e cultura num principio, no momento de seu avance polo interior europeio, jã tinham variantes linguísticas e culturais bem diferenciadas:

Os povos nórdicos ou escandinavos

Os germanos occidentais

Os germanos orientais.

Tudos tinham um jeito de vida muito semelhante.

A sua organiçação social era singela : O chefe da tribo ,ou rei, era eligido por umha assembleia de guerreiros, que, ademais,administravam justiça-não tinham códigos escritos, como o dereito romano, regiam-se polo dereito consuetudinário-, pactavam a paz ou declaravam a guerra.

Quaisquer individuo das clases nobles, podia ser nomeado rei da tribo.

Mais abaixo ficava a classe dos homens livres, que formavam parte do ejército e praticavam a caça e outras tarefas cotiãs, e logo os escravos, que travalhavam as terras e obedeciam a um amo, ainda que o trato social era similar ao dos homens livres.

A organiçação social era de tribos independentes, que se podiam confederar para as guerras, ainda que a miudo guerreavam entre elas.

Erão pastores e agricultores semi-nómades,e a doitavam mover-se de lugar com seus rabanhos.

Nõ tinham alfabeto, portanto não temos escritos deles, o alfabeto rúnico dos escandinavos, era de utilidade religiosa.

A religião tampouco semelha ter sido muito importante para eles, porque, ademais de pouco conhescida, logo adoptarom o cristianismo dos lugares aos que iam chegando.

Polo que respeita às mulheres, o dereito germánico, introduciu mudanças na condição social e legal das mulheres.

*Contémplanse seus dereitos de propriedade e dinásticos, cousa que,nem em Roma nem em Grécia tinham reconhescido.

Quem não conhesce à rainha Sigrid de Thule?

*Estabelece-se o régime de bens gananciais dentro do matrimónio, que ainda rege na Galiza, fronte a outras partes do Estado, como Catalunya, onde não existe .

Aparescem as primeiras herejias que tentam, entre outras cousas, dar-lhe à mulher mais protagonismo dentro da Igreja, e os primeiros concílios para as combater.

Assim podemos dizer que, mália a situação das mulheres não ser paritária, graças aos povos germánicos, pudemos ver, durante a Idade Meia, rainhas, duquesas,abadessas, peregrinas…

Para que logo digam dos bárbaros…

Éramos poucos…

Éramos poucos com o patriarcalismo indoeuropeio, e pariu a avoa quando  chega a cultura semítica. Esta vez não por invasões guerreiras, mas pola religião.

A cultura semítica, do povo hebreu, povo de pastores e marcadamente patriarcal, veu abafar mais ainda às mulheres, atacando-as na sua esséncia feminina.

O facto de ser mulher, já era mau, por sim mesmo. A feminidade fui a culpável do “pecado original” e as mulheres são, essencialmente, tentadoras e desviadoras do espíritu do caminho da perfeição. Há que as aturar por questão de reprodução, mas  bem controladas, para que não levem a impureça polo mundo.

No livro do Génesis, podemos a topar toda esta ideologia bem explícita:

 “Este texto presenta a la mujer – y la tradición cristiana lo sigue recordando – como agente de la falta que hizo de la humanidad una especie destinada a la muerte. Adán y por consiguiente sus descendientes fueron además, condenados a trabajar para vivir (Gn., 3: 17). En cuanto a la mujer, tuvo desde ese momento que parir con dolor y estar sometida a su marido: “Multiplicaré en gran manera los dolores en tus preñeces; con dolor darás a luz los hijos; y tu deseo será para tu marido y él se enseñoreará de ti”. (Gn., 3; 16)”

Conforme ao texto bíblico (cf. o mandado divino: “procreade, multiplicade-vos, enchede a terra”), os judeus, os muçulmanos e, em menor medida os cristianos, valoram a procreação. O prazer sexual, nos judeus  os muçulmanos está igualmente valorado, ao menos quando se inscribe no marco conjugal.

O cristianismo, pola contra, desaproba todos os plazeres carnais. O pensamento cristiano é totalmente dualista: Tomou de Platón a ideia de que o Homem fica composto de duas substáncias, a alma e o  corpo; só a primeira fica “emparentada com o divino” e é por tanto inmortal. Para se asegurar umha eternidade feliz, o homem debe se alonjar dos bens e os plazeres  deste mundo que lhe impedem ocupar-se de sua alma.

Também outros livros bíblicos abundam no tema:

“Encontré más amarga que la muerte a la mujer enredadora, cuyo corazón es una trampa y cuyas manos son cadenas. El hombre que agrada a Dios debe escapar de ella, pero el pecador en ella habrá de enredarse…mientras yo, tranquilo, buscaba sin encontrar, encontré a un hombre justo entre mil, más no encontré una sola mujer justa entre todas”. (Ecclesiastes 7:26- “

“No hay maldad comparable a la maldad de la mujer…
El pecado llegó con una mujer y a ella se debe el hecho de que todos nosotros habremos de morir.” (Ecclesiasticus 25:19,24)
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“Cuando una mujer tiene su flujo regular de sangre, la impureza de su período mensual durará siete días, y aquello que toque estará impuro hasta la tarde. Cualquier cosa sobre la que se acueste durante su período será impura, y sobre la que se siente. Quien toque su cama deberá lavar sus ropas y bañarse con agua, y estará impuro hasta la tarde. Quien toque algo sobre lo que ella se haya sentado deberá lavar su ropa y bañarse con agua, y estará impuro hasta la tarde. Ya sea la cama o algo en lo que ella se haya sentado, cuando alguien lo toque, estará impuro hasta la tarde.” (Lev. 15:19-23).

“Nuestros Rabinos enseñaron:…. si una mujer menstruante pasa entre dos [hombres], si es al principio de sus menstruos, ella matará a uno de ellos, y si está al final de sus menstruos causará disputa entre ellos.” (bPes. 111a.)

“Pero si su padre, cuando la oye decir eso, se lo prohibe, ninguno de sus votos o promesas por las que ella se obligó tendrán validez…. Su marido puede confirmar o anular cualquier voto que ella haga o cualquier juramento o empeño que ella niegue” (Num. 30:2-15)

“¿Cómo puede tener una mujer algo si cualquier cosa que tenga pertenece a su marido? Lo que es de él es suyo, y lo que es de ella también es suyo…… Las ganancias de ella y lo que ella pueda encontrar en las calles también son de él. Los artículos de la casa, incluso las migas de pan en la mesa, son suyos. Si ella invitar a alguien a su casa y lo alimenta, estaría robando a su marido…” (San. 71a, Git. 62a)

Como vedes, pérolas de sabedoria.

Jesus Cristo, igualou a homens e mulheres que o seguiam e compartilhavam com ele sua crença na igualdade de todos os seres humanos.

Mas São Paulo, pouco depois da morte de Jesús, retoma as ideias do Génesis e de Platon,e escreve :

“Las mujeres, que se sometan a sus maridos, como al Señor; porque el marido es cabeza de la mujer, así como Cristo es cabeza de la Iglesia; él, que es el salvador del cuerpo. Pues como la Iglesia se somete a Cristo, así también las mujeres a su maridos en todo.”

Efesios

“Porque el varón no debe cubrirse la cabeza, pues él es imagen y gloria de Dios; pero la mujer es gloria del varón. Porque el varón no procede de la mujer, sino la mujer del varón. Y tampoco el varón fue creado por causa de la mujer, sino la mujer por causa del varón. “

Corintios

“La mujer debe aprender a estar en calma y en plena sumisión. Yo no permito a una mujer enseñar o tener autoridad sobre un hombre; debe estar en silencio. Adán fue creado primero, luego Eva. Y Adán no fue el engañado; fue la mujer quien fue engañada y se volvió pecadora”. (I Timoteo 2:11-14).
“Como en todas las congregaciones de los santos, las mujeres deben permanecer calladas en las iglesias. No les está permitido hablar, sino que han de someterse a lo que dice la ley. Si ellas quieren preguntar sobre algo, deben hacerlo a sus propios maridos en la casa; porque es deshonroso para una mujer hablar en la iglesia.” (I Corintios 14:34-35)
Como vemos, volve à velha ideia do Antigo testamento da maldade da mulher.

Mas, os campeões da causa anti-mulheres, são os chamados “Padres de la Iglésia”, São Jerónimo e São Agustim.

O primeiro conclue que , quando nascemos, já somos pecadores, porque somos fruto dumha união carnal de nossos pai e, portanto, dum pecado :

“El apetito de nuestros padres por la carne, es el origen de nuestra vida y por eso somos pecadores”.

O segundo, depois de ter levado umha vida alegre e mesmo ter um filho ilegítimo, muda de ideia e escreve:

“El amor es deleznable e infernal. Podredumbre y pus. La renuncia al placer y el sacrificio son obligatorios”.

“Mi madre (santa Mónica) obedecía ciegamente al que le designaron por esposo y al propio tiempo cuando iban mujeres a casa llevando en el rostro señales de la cólera marital les decía: vosotras tenéis la culpa, culpad a vuestra lengua, que es improperio de sirvientas hacer cara a sus señores, lo cual no aconteciera si al leeros vuestro contrato de matrimonio hubiereis comprendido que otorgabais un pacto de servidumbre y que por eso mismo, conscientes de su condición, no se debían ensoberbecer ni gallear con sus maridos” (san Agustín, Confesiones, capítulo XI).

Os teólogos cristianos concluem que o homem  debe desconfiar  da mulher, e mesmo fugir de ela: É ela a que levou a Adam a desobedecer a Deuss; “É ela, por tanto, a que incita ao homem a pecar, e sobre tudo a pecar sexualmente.  ”

Com esto, repetido até o infinito nas homilias das misas dominicais, foram formando um sentido de cupabilidade e vergonha a respeito do sexo, próprio do cristianismo , que fui conformando umha mentalidade de vergonha do próprio corpo e repressão dos instintos naturais.

Como paradigma feminino, oferece-se a imgem da Virgem Maria, que concebiu um filho sem manter relações sexuais.

Ela era a única que podia nos redimir de Eva, a pecadora , pisando a cabeça da serpe e a lua das mitologias matrilineais, que já ficaram atrás na história, que não no inconsciente dos povos.

Assim, nos lugares de culto à deusa mãe: Fontes, outeiros, mananciais,  ilhas…foram xurdindo ermidas às diferentes advocações da Virgem Maria, que, se assim for, teria que ser umha soa.

Mas multiplíca-se e celébra-se com romarias, música, dança, imaginário…

 
Não se pode esborrejar em dous mil anos o que durou tanto tempo.

Amanhã seguiremos percorrendo o caminho das mulheres.

Roma. A Monarquia.A República. O Imperio -Também para homens-

A sociedade romana, era também de raiz indoeuropeia, por tanto seguia as mismas pautas patriarcais e jerarquiçadas da grega, mas aquí, há que dizer que as mulheres tinham recolhidos algúns dereitos:

*Podiam se mover livremente em público

*Podiam ter propriedades.

E aló vai.

Na vida política ou social não tinham releváncia por si mesmas, sempre aparescem asociadas a algúm homen importante, geralmente, intrigando.

Assim é como a história nos retrata às mulheres em Roma.

Nas instituções públicas, não aparescem para nada . Nem como senadoras, patricias, governantes…

E falamos das mulheres de famílias com propriedades e categoria social


As outras, tanto em Grécia coma em Roma, erão um número no elenco de trabalhadoras-lavandeiras, limpadoras, costureiras…-, reprodutoras, cuidadoras, prostitutas, escravas ou esposas.

No que é a mitologia, os romanos calcarom os mitos gregos, mudando-lhe o nome, e assimilarom mitos de outros povos que iam invadindo.

Como curiosidade, dizer que em Roma, não existiam as hetairas, como mulheres especiais dentro do conjunto das mulheres.

Pola contra, existiam as Vestais, encargadas de manter sempre vivo o lume sagrado que simboliçava a virgindade da deusa Vesta. Dito lume non podía se apagar nunca .

As Vestais faziam ademais, en honor à sua deusa, voto de castidade e guardavam sua virgindade durante 30 anos.

Se algumha das sacerdotisas rompia seus votos, era condeada a ser enterrada viva no Campus Sceleris, ou campo dos condeados.

Como curiosidade, dizer que o mito fundacional da cidade de Roma está directamente ligado a Vesta e a seu culto, já que Rea Silvia, umha Vestal do seu templo, rompendo seu voto de castidade com o deus da guerra Marte, concebiu a Rómulo e Remo, os irmãos xemelgos fundadores da cidade.

O mesmo podemos dizer da parte oriental do Império, Bizáncio, onde a situação da mulher, era pior para as mulheres do povo,, ainda que três mulheres chegaram a ser imperatrices :

Irene, Zoé e Theodora.


A mulheres da família real, concubinas e favoritas dos emperadores, recibiam educação.

As da família real até podiam falar em público e conversar de igual a igual com qualquer homem nas reuniões , e mesmo sair ao hipódromo…

As das clases meias e baixas, não tinham nemhum dereito. Dependiam de seus pais e desde os doze anos, que era quando casavam, em matrimónios concertados,  de seus maridos.

Mas não pensedes que as cousas já não podiam empeorar para as mulheres.

Amanhã, veremos que sim.