descansando neuronas por Vimianço I. Sanfins. Soidade verde-gris

Esta tempada fico algo achacadiça , por esso náo vos seguir a contar as histórias das mulheres.
Para esoo, as neuronas tem de ficar em bom estado e com aços para contar histórias da história.
Quando me ponha bem, continuaremos a conhescer cousas femininas e até feministas, mas, no entanto, como náo quero perder o contato com vós, já atopei umha soluçáo.
O Suso, polo nosso 31 cabodano do casamento, agasalhou-me umha cámara de fotografar e agora, mentras me reponho, dou longos passeios polas pistas da parcelária de Vimianço- correduiras e carreiros jà dou o demo um queda- e vou tirando fotos a todo o que chama minha atençáo.
É umha atividade preciosa, porque, a través das fotos, e dos modelos a fotografar, vou volvendo a tomar contato com este val que abandonei hà vintetrês anos para voar a outros climas, outras liverdades, outras músicas, que arriquecerom a minha vida e a fixerom mais jovem, aventureira e boémia, como eu anceiava quando era umha meninha nas freiras de Rubine.
Ainda que casada, com meninhos e tudo, cumpli meu sonho de ver e vivir outros mundos.
Agora disfruto destas pequenas cousas da minha primeira infáncia, meu paraiso perdido e volto a encontrar.

Estas primeiras fotos sáo de Sanfins, um lugar do Concelho de Vimianço, e da parróquia de Cambeda.
Quando as fisse, era umha manhá gris, de invernia galega. Tem esse regusto de humidade verde e gris, metade de cada, e a soidade do campo no inverno. Do vento que agita os loureiros novos, os cruzeiros das encrucilhadas e os caminhos.

O carro do pais cheio de balume, havia polo menos vinte anos que náo o via.
Mas ali ficava, sozinho, entre a pedra e o cemento, quase um fóssil .
Espero que gostedes. Porque vou pór mais.
chúzame - 