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A página da Rifenha de Vimianço

Maus tempos para as muheres. Integrismo religioso de dupla moral

Filed under: mulheres — Rifenha at 9:53 pm on martes, marzo 13, 2007

Aló polo século XV, pula com força umha clase social que já nascera no medievo, e que fora livre e mesmo revolucionária: A Burguesia.

Os artesãos e comerciantes dos burgos medievais, que pouco a pouco, se vão afiançando como clase social.

Mas nestes tempos, ocorrem muitas cousas em Europa:

A Igreja e o Estado identificam-se, a Inquisição chega a seu apogeu.

Celébra-se o Concílio de Trento , que ia ditar doutrina moral repressiva com a sexualidade, as mulheres, o matrimónio, como nunca antes se vira.

A saber:

*Estabelece-se o matrimónio público diante dum cura.

*Valoriça a virgindade das futuras esposas, mesmo autoriçando a pedir certificado escrito prévio ao matrimónio, se assim o marido o estimasse oportuno.

*Regulamentam-se as relações sexuais dentro do matrimónio: havia de se abster 4o dias antes do Natal, 8 dias após da festa de Pentecostés, todos os venres, domingos e festas religiosas, os dias de jejum, 5 dias antes da comunhão e um dia após de comungar.

Em total, e botando contas, mas de meio ano ficava proivido manter relações sexuais entre os esposos.E esso só para procrear. Se a mulher sentir prazer, era muito mal visto.

« El amor carnal, alimentado por la lujuria y caracterizado por el exceso, es asimilable al adulterio y produce los mismos efectos que este: lascivia, celos, locura "

Esto dizia o senhor Gilbert de Tournai a respeito das relações sexuais entre esposos.

Como a moral, a respeito dos homens, era mais hipocritamente permissiva, nas cidades florescerom os prostíbulos e mancebias coma os cogumelos após da chuva outoniça.

Quaisquer mulher de mais de doze anos, que não pertencesse à classe social alta, podia pedir autoriçação para ejercer a prostitução nos lugares arredados do centro das cidades habilitados para o asunto.

A mancebia de Sevilla, com o tráfego de barcos que vinham das Indias Occidentais, fui umha das mais florescentes de Europa.

Também aos homens lhe permitiam ter concubinas, barraganas, e outras categorias de acompanhantes várias. Mesmo aos clérigos, coma este da ilustração.

Mas..Havia algo com o que não contavam.

Os marinheiros que vinham das Américas, eram portadores dumha nova doença: A Sífilis, que, dado a concorréncia das mancebias e prostíbulos, extendiu-se por toda Europa como a pólvora e causou estragos na povoação.


Amais de todas estas lindeças tridentinas, as mulheres eram a miudo acusadas de brujaria, de satanismo e demais. Só por serem herboristas, ou mencinheiras.

Ou por praticar rituais na natureça:

Umha idade na que começou um odeio e umha repressão feroz da feminidade que continuaria até muito mais adiante.

Palavras de Blas Álvarez de Mendizãbal, Século XVI:
"el útero de hembra apetece grandemente la simiente, y es grande el deseo que de tal simiente tiene, y mientras la atrae a si y la embebe y al tiempo mismo conceto es maravilloso el deleyte que recibe”.

Por esso havia de ter às mulheres bem sujeitas e controladas . Porque "el deleyte que recibe" era algo que, segundo eles, não debia de receber

Hoje deixo este espaço por um tempo, com já vos disse.

Quando volva, seguiremos contando histórias de mulheres, que ainda faltam muitas.

Até mais ver.

Sudações.

Chuzame! chúzame -

6 Comments »

Comment by ninsesabepuntocom

2007-03-14 @ 8.50 am

Por iso é que eu digo que as relixións foron unha grande desgracia para a humanidade. Acontecementos coma o Concilio de Trento danme a razón. ¿Como sería hoxe a situación da muller si nese momento se adoptasen resolucións contrarias ás adoptadas, tendentes a buscar a igualdade entre home e muller?

Desexoche unha boa viaxe.

Comment by susolista

2007-03-19 @ 10.02 pm

Eu creo que teñen que pasar milñenios pra que no mundo as cousas cambien, tes razón, que mentras haxa relixión, imos fodidos

Comment by Rifenha

2007-03-25 @ 7.35 pm

Comentário:
Nao é questáo de religiáo, mas de interesses. Todas as pessoas levamos dentro algo que nos une ao resto do universo, ou cosmos. Esse sentido religioso da vida é necesário para nos sentir plenos e evoluir.
O mau é pensar que quem o possue sáo os monopólios das diferentes empresas suministradoras. Entáo tornam multinacionais da transcendéncia para manipular e se lucrar.
Sáo os monopólios mais perigosos, quando se lhe da cancha, porque trabalham com o mais íntimo e verdadeiro, com a esséncia do ser humano, ser que pertence, queiramos ou náo, ao cosmos.
A soluçáo passa por saber que a nossa essência é nossa. Pertence-nos a nós,que a podemos sentir olhando o mar, jantando em família ou abraçando a outra pessoa.
Desde logo , náo na igreja com o cura, nem no Corte Inglês, que também é umha religiáo substitutória, assim como os bancos , que com as janelas-confesionários e as vidraças abovedadas, sáo as novas catedrais do capitalismo laico-consumista.
Quando um é consciente de seus sentimentos e os deixa fluir, coma a água do rio, para que se perdam no mar da humanidade, fica dentro da máxima expressáo religiosa possível.
Desculpas polos tils. Na computadora da minha irmà náo sei como fazer para pór essas táo bonitinhas.
Saudos desde Vimianço.
A ver se me ponho algo melhor e posso seguir, porque ainda queda muitas espigas que escunchar.
Mas as minhas neuroninhas só aguantam sessóes pequenas. Umha aperta para todos os amigos.
Sodes importantes para mim.

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