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A página da Rifenha de Vimianço

Creta. Deusas, sacerdotisas e sociedade.

Filed under: mulheres — Rifenha at 3:39 pm on domingo, marzo 4, 2007

Creta é umha ilha mediterránea que tivo umha cultura esplendorosa no neolítico e na Idade do Bronze.

Umha cultura marcada polo culto à deusa mãe, e oficiado por sacerdotisas.

Como é normal nas mitologias deste periodo, esencialmente matrilineais, as covas, a lua, as serpes, as machadas bi-faces, são símbolos que abundam na sua mitologia.

Só com ver a arte cretense, aprecia-se umha sociedade que gosta de goçãr, rodear-se de cousas lindas, viver com tranquilidade, sem muros de fortificação arredor de suas cidades,disfrutando da vida e da beleça. E desenvolvendo um rico comércio marítimo com os povos de arredor.
As,temáticas do quotidiano, mundo animal (marítimo), religião (devotiva e ritual) eram as que primavam na arte e na vida .

Se vos parece, imos ir vendo umhas imagens para ilustrar estas afirmações:

sacerdotisa, com duas serpes.

Um moço, vestido elegantemente.

Sacerdotisas acróbatas praticando tauromaquia

Tres fermosas mulheres com bucles ornados de pérolas

decoração nos muros da sala de banho da rainha
Outro fragmento de decoração mural

Salão do trono
Fermoso jarro decorado cum polbo

frescos de arroazes decorando as paredes

Machada biface, símbolo e instrumento ritual

Sacerdotisa com poder sobre animais e símbolos.

Toda esta galeria de imagns, é para mostrar a esséncia da cultura cretense, como onte vos mostrei da cicádica.

Nas culturas matri-lineais, de deusas mães, não se observam instrumentos de guerra, nem sufrimento, nem culpa...

São culturas de mitos enraizados na psique, onde não há éthos, nem bom nem mau.

Só a deusa mãe, que prove de substento e rege os ritmos da vida. E avida, seja como seja, é só esso: Vida. Sem categorias morais.
Mas, em outros lugares de Europa e Àsia, havia outros povos preparando-se para avançar e levar por diante esta mentalidade.

Deles falaremos amanhã.

Chuzame! chúzame -

5 Comments »

Comment by paideleo

2007-03-04 @ 7.36 pm

Penso que nos iria millor se fosemos gobernados por mulleres. Haberia que darlles a oportunidade que supoño que non nos iria pior.
Encántanme a historia que nos contas.

Comment by Paco Penas

2007-03-04 @ 8.03 pm

Ollando nestes post é doado decatarse do tempo perdido . Sempre queremos facer o noso mundo o noso xeito, sempre queremos escomenzar de cero e o que de verdade tíñamos que facer é dar continuidade a grande obra. conxugalo pasado e o presente para non trabucarnos tan a miúdo.
Un bico rifenha e gracias por amosarnos parte das túas inquedanzas e coñecementos

Comment by rifenha

2007-03-04 @ 8.31 pm

Não é questão de mulheres ou homens, mas do jeito de concebir a vida.
Tem razão, senhor Paco Penas. O que não conhece e reconhece o passado, é coma umha árvore sem raices para se alimentar.
Aleda-me que gostem das minhas histórias.
Amanhã, mais.

Comment by ninsesabepuntocom

2007-03-05 @ 9.54 pm

Eu quedo impresionado coa colección de imaxes e gráficos quese usan neste blog. En canto a que o mundo iría mellor gobernado por mulleres, poidera ser…Pero que non fosen coma Golda Mei, Dama de Ferro ou a Condolice de marras…Non sei se non terá razón Rifenha, e máis que de homes ou mulleres será cousa de como entendamos o mundo.
Por outra parte sempre tendo a pensar que as mulleres teñen unha ventaxa importantísima sobre os homes no feito de ser nais…Dame a min que eso ten que facelas mellores en canto a forma de tratar ó próximo.
A verdade é que non o teño nada claro.

Comment by rifenha

2007-03-05 @ 11.03 pm

O jeito de ver a vida desde o lado feminino ou masculino, fica presente em homens e mullheres. Só há que equilibrar os dous.
Efectivamente Margaret Tatcher tinha um jeito de governar desde os arquetipos totalmente masculinos, assim como ha homens que tem evoluidos seus referentes femininos.
São jeitos de ver a vida: Centrando-se mais em logos, a razão, o pragmatismo, a capacidade de decissão ou na psique, as emoções, a empatia, a afectividade.
Todos os seres humanos, homens e mulheres, e todas as sociedades, deberiam equilibrar os dous, para não cair na tolémia .
Nos próximos capítulos veremos como estas sociedades baseadas nos arquetipos femininos foram invadidas e a história mudou.
O das imagens, é minha paixão. Umha delas.

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