Mulheres

Hoje vou abrir umha nova categoria no meu escunchador.
Hoje vou-me pór com a meda das mulheres.
A sua história a través do tempo, no território europeu que nos tocou como cenário da nossa vida, quando um dia saimos do ventre dumha mulher para encetar nossa andaina no mundo.
Quero fazer um percorrido pola história das mulheres, do feminino, mas sem o rigor dumha estudossa. Apenas dumha contadora de histórias. No fundo, para esso, para contar histórias, é que abrí este espaço.
Há que saber logo, antes de começar, a diferença entre a História dos especialistas, e as minhas histórias, de mulher de aldeia.

Antes de nada, para poder se enfrontar à história, hà que ter em conta o relativismo baixo dous aspectos:
*O do tempo
*O da vivéncia da realidade.
Só assim poderemos comprender como, por exemplo, na espiral do tempo, o que a nós nos parece tão longiquo, é apenas un instante , e as mudanças que se operarom nos derradeiros quarenta anos,superam, com muito, às dos quinhentos anos anteriores.
Também poderemos comprender como, num mesmo espaço-tempo, podem convivir realidades totalmente diferentes e mesmo opostas, e que não podemos julgar desde dentro do nosso sistema de percepção, quais são melhores ou piores.
Estas cousas já as sabiam nossos devanceiros, quando nas pedras gravavam suas espirais a modo de labirintos, mas após, fumos esquecendo, com a vertigem da velocidade, muitas cousas que não deberiamos e que nos volverom absolutistas, centriumbigais-desculpas polo palàvro inventado- e mesmo prepotentes com as outras formas de viver a existéncia , as outras culturas.

Eis o exemplo.
Cada grupo procura o substento dumha maneira diferente. Uns tem mais comodidades, mais tecnologia; outros, mais conhecemento da terra e mais harmonia com ela.
Existem no mesmo espaço planetário e ao mesmo tempo.
Até há pouco tempo, eu também pensava que os da esquerda erão mais "atrasados".
Hoje tenho séria dúvidas do contrário. Tudo é relativo. Mas ainda arrastramos os prejuizos do século da razão, e não é doado desprenderse deles e entrar na era da relatividade.
Sabias, por exemplo, que ao avõ do jogador de futebol Karembeu, natural de Nova Caledónia, umha colónia francesa, o tiveram em expossição em Paris, numha gaiola do zoo, como um especimem curiosso? O mesmo faziam com nativos de outras colónias, porque,segundo deu pensamento, erão apenas animais para estudar e observar. Não tinham a prezada "alma" do Homen branco europeio...
Não faz tanto tempo...
Bom. Hoje tocou-lhe à introdução.
Amanhã começaremos a falar da história das mulheres, ou das mulheres na história, algo no que também a relativiçação é imprescindível.

chúzame -