As minhas árvores

Jà vos contei há dias que, neste Natal, plantei as minhas primeiras árvores na leira da beira do rio, detrás da casa onde vou viver-inchallah, quem ou o que queira que seja-.
Erão: Umha bidueira, um freixo, umha faia, umha castinheira, umha nogueira e um acivro.
Pois bem. Meu Nesinho ajudou-me a fazer os covos e a os plantar, mas, como a terra ficava tão encharcada, tinha medo que as raizes apodrecessem.
Onte chamou-me minha mãe e mais o Nés e dim-me que as árvores já agromam suas primeiras folhinhas.
Meu coração, afundido na mais absoluta escuridade, alviscou um rainho de luz ao saber das minhas árvores e da vida que pula desde seu inetrior. A meirande ledícia sentida desde há semanas.
Como agradecemento, vou falar aquí das minhas árvores, às que tudos conhecedes já polo calendário celta, mas há cousas que, se quadra, ainda não sabedes, e vou tentar de as trazer para vós.
A bidueira:

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A bidueira é umha árbore da família das betulaceas. Da sua códia tiram-se várias substáncias utilizadas na farmacopeia e também na fabricação de lubricantes industriais.
Sua madeira, era utilizada polos soqueiros (que partían pola metade un toro e de cada metade facían un soco) .
Ainda lembro aqueles soquinhos de boscalf com solas de goma de rodas de bicicleta que meu avó me solava a carom da cozinha de ferro, em tempo de inverno...
Tinha as cousas guardadadas numha lata de azeite "La Giralda" sem umha das suas quatro caras verticais, que lhe tirara cumha tesouras, e alí tinha cravinhos e gomas preparadas. Também cachinhos de lata cortados em quadradinhos miudos para cobrir a parte dianteira da madeira, e que não se desgastasse.
Lembro também um filme italiano do ano 1978, que vi na Corunha, no cinema Goya, que agora já não existe e era daqueles que chamavam"de arte y ensayo".
O filme era " L'albero degli zoccoli" e o director e guionista,Ermanno Olmi.
Ganhou a Plama de ouro esse ano em Cannes e falava dumhas bidueiras da beira do rio de onde o patrão duns caseteiros não lhe deixava tirar a madeira para fazer seus socos.
Também nalgúns lugares-coma são André de Teixido-, servia para facer eixes de carros que, junto com os de abeneiro, são os mais cantadores.
Para moitos povos europeos a bidueira é umha árvore sagrada que simboliza o sol pero tamén a lúa pola cor da súa cortiza.
É tamén a árbore da sabedoría e a iluminação.
Nos países escandinavos, o nacemento das follas da bidueira, indicava o momento de semear o trigo.
Para os chamãs, tanto da Siberia como dos pobos americanos, era o guarda da porta da sabedoría.
Para os celtas simboliçava o ano novo. Era a primeira letra do alfabeto druídico ogham-esso jà fica explicado nas árvores do calendário celta-
Em muitos lugares do norte de Europa, as pólas do bidueiro eran utilizadas para fazer saír os maus espíritos dos criminais. Tamén para afastar as mãs influências e desgraças era polo que tava presente nos berces das crianças.
Durante a Idade Media fui associado com a bruxeiría porque embaixo dele, medraba o fungo Amanita muscária, que era alucinógeno, e tambén com a ideia de que as vasoiras das bruxas ficavam feitas com a madeira desta árvore.

chúzame -