http://o-escunchador.blogspot.com/

A página da Rifenha de Vimianço

A rambóia

Filed under: Cousas minhas, Galiza — Rifenha at 10:13 am on xoves, febreiro 15, 2007

A rambóia é umha palàvra que escuitava a miúdo de pequena, e que agora, não dei atopado, nem sequer no dicionário estupendo do senhor Estraviz.
Minha mãe, minha avoa, e, portanto minha irmã e mais eu, assim como a gente de Vimianço, até onde eu sei,-por suposto de quarenta ou mais- quando alguêm vai em grupo para umha festa, ou para fazer algo alegre, ou também com ironia ou retranca, dizem: Aló vão, juntos ma rambóia. Minha avoa Amparo, que tinha problemas para falar, depois dumha embolia, dizia: "Aló vaõ. Tudos na rambambóia".
Outra vez, num curso desses que a CIG organiza para os mestres, e que são tão bons-ou eram até hà seis anos-, num obradoiro de música popular que impartiam dous dos ex de Fuxam os Ventos-encantadores, mas não digo aquí os nomes que penso que tem, por medo a me trabucar. A minha saúde mental não anda muito bem últimamente-.
Pois dizia que no obradoiro, travalhamos cancções onde saia a palàvra rumboia, que, como tinham ar de rumba e falavam de La Habana, pensei eu que a minha rambóia era umha espécie de rumba trazida polos habaneiros e adaptada ao galego.

Mas, como eu tenho tanta queréncia polas palàvras da minha infáncia, que se vão perdendo a passos de gigante, pensei em vir aquí, com vós, para ver se algúm conhece a palàvra.

E, como não atopei no Estraviz, dou-me assim um arrouto de ir pesquisar ao Priberam.

E olhade que atopei:

rambóia


s. f.,
vida airada;

vida de paródia, de borga;

boémia;

estroinice;

vadiagem
 
E digo eu...Menos mal que nos queda Portugal.
 
Espero que, estes dias de entruido, andedes  de rambóia.

Chuzame! chúzame -

6 Comments »

Comment by paideleo

2007-02-15 @ 10.24 pm

A min se me pasaron os tempos de andar de ramboia, palabra que descoñecía.
A foto é unha marabilla.

Comment by Rifenha

2007-02-15 @ 10.36 pm

Quando o Leo seja grande, irá na rambóia também.

Comment by eiroas

2007-02-16 @ 12.40 pm

Ola rifenha, sigo as tuas andanzas pola rede, e a minha familia tamén é da zona da soneira.

Mira, o de ramboia tamén me ten chamado a min a atención, aínda que sempre escuitei esa palabra como rumboia. Bótalle un vistazo no gugle, xa verás como aparece…

saudinhos!

Comment by rifenha

2007-02-16 @ 12.52 pm

Vaia. Pois já um que conhecia a palàvra.
Se quadra, só é de Soneira. Mas é muito curioso que em Portugal exista e na Galiza, essas palàvras tão fermosas se vaiam perdendo…
Irás de rambóia estes dias, ou?
Obrigada por me visitar.

Comment by Paco Penas

2007-02-18 @ 11.09 am

A minha vida sempre foi unha rambóia…eu era dos que xa disfrutaba un mundo das víspras…jaja…disfrutaba máis do preludio que da festa en sí. No amor tamén teño as mesmas sensación e cada día que pasa, máis e máis (vaia xeito de espirme).
Pero hoxe, pásame o mesmo que a Pedro, os tempos de rambóia estan a pasar.

Comment by rifenha

2007-02-18 @ 11.50 am

Não só lhe passa a você.
Ou que pensava?

Jà o dicia Serrat.
“No hay nada más bello
que lo que nunca he tenido.
Nada más amado
que lo que perdí.”

A mi, como não viví muito de rambóia, quadrame mais esta de Miguel Hernández:
“Voy de mi corazón
a mis asuntos.”

Os poetas sim que sabem…

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a comment

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>