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A página da Rifenha de Vimianço

O escunchador II muda de endereço

Filed under: Cousas minhas, mundo, músicas — Rifenha at 7:51 pm on domingo, xaneiro 21, 2007

A voltas com estes lios técnicos da aranheira, e como quer que os últimos posts não saim na portada da Blogaliza, dei em matinar que tal vez seja por ter duplicado o nome do blogue em dous sítios e o senhor Gregório, digo Gregarius, tolea com umha mulherinha da Costa da Morte ignorante em tecnologia mas amante da comunicação e teimuda coma mim.

Desde hoje, o blogue sobre Barna, os músicos ravaleiros, os okupas e demais fauna barcelonina, fica neste novo endereço:

http://historiasderavaleiros.blogspot.com/

Espero que disfrutedes se passades por alí.

Chuzame! chúzame -

Muharram

Filed under: Africa — Rifenha at 8:17 pm on sábado, xaneiro 20, 2007


Manhã é o primeiro dia do mes de Muharram, o dia do ano novo muçulmano. Aquí, no Rif, não celebrão muito, mas mais ao sul, e em outros paises muçulmanos, fazem festa.

O calendário muçulmano, ainda que mais recente que o celta, afunde as suas raices na tradição suméria. Antiga, como a celta, mas de outra cultura. A cultura vem conformada pola terra onde se vai gerando e conformando e na terra dos sumérios e dos primeiros muçulmanos, não existem bosques nem fragas de árvores mágicas.

O seu é um calendário que tem como base a lúa. Um calendário, portanto, com muitas variáveis e mesmo imprevissibilidade, como a mesma lúa, segundo dicião os poetas de antes.

Se começamos polos dias da semana, o jeito de os contar, é semelhante ao nosso:

O domingo é al ahad, que significa: O primeiro .

A segunda feira, é al ithnayn , que significa: O segundo.

A terça feira, é al thalatha, que significa: O três.

A quarta feira, é al arba`a , que significa: O quatro.

A quinta feira, é al jamis, que significa: O quinto.

A sexta feira, é al yuma` , que significa: A reunião. É o dia santo, das pregárias coletivas nas mesquitas.

O sábado, é as sabt , que significa : O sete. Seguramente venha do sabbat.

Para os muçulmanos, como para os celtas, o dia começa ao pôr do sol .

O mais complicado do calendário muçulmano, para nós, são os meses e os anos.

Só dizer que os messes começão quando a lua começa a se albiscar, depois da lua nova, e começa o crecente . Esso faz que não se saiba exactamente quando começa o Ramadam, por exemplo, até que se ve a lúa. E assim outras datas significativas.

Também que os meses, quadrão sempre em diferentes estações e em ciclos que se vão repetindo:

Por exemplo, o primeiro ano da minha estadia no Rif, o Ramadão quadrou no nosso Janeiro-Fevereiro.

Este ano, foi em Setembro-Outubro.

O Muharram o mesmo, e assim todas.

O nome e a duração dos messes, é a que segue:

Muharram: 30 dias.

Safar: 29 dias.

Rabi `al Aw wali : 30 dias.

Rabi `ath Thani : 29 dias.

Jumada l-Üla :30 dias.

Jumada l-Akhira : 29 dias.

Rajab : 30 dias.

Sha `ban : 29 dias.

Ramadam : 30 dias.

Sahwwal : 29 dias.

Zu l-Qa`da : 29 dias

Zu l-Hijja : 29 ou 30 dias. Depende dos anos.

As variaveis de um ou dous dias no começo ou no fim de cada mes, vém dadas porque se regulão polo ciclo da lua observável a simple vista, que não sempre coincide com o teórico.

O problema é quando hà nuvens, e a lua não se ve. Então? Ainda que não adoita passar, aquí, em Marrocos, aguardão que comecem no meio oriente e demais paisses muçulmanos, e eles sempre vão um dia depois, como corresponde ao último pais muçulmano do Leste para o oeste.

Bom. Muharram Mubarak para todos os meus vizinhos.

Chuzame! chúzame -

As vogais

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 4:30 pm on venres, xaneiro 19, 2007

Há cinco árvores mais que correspondem às cinco vogais do alfabeto , mas às que não corresponde memhum mes do calendário, nem levão associadas divindades, porém sim que levão a sua color, a sua ave e se número:
Ailm: O A . àrvore: O abeto. Color : multicolor . Ave: O arão.

Onn: O. Arbusto: A gesta. Color: Amarelo. Ave: O corvo marinho.

Ura: U. Arbusto: Urze. Color: ambar. Ave : A laverca.

Eadha: E. Árvore: Álamo branco. Color : Vermelho intenso. Ave: Cisne pequeno.

Idho: I. árvore: O Teixo. Color: Branca. Ave: O gavião.

Chuzame! chúzame -

IV

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 12:42 am on xoves, xaneiro 18, 2007

O quatro meses que ainda faltão, não tem associadas árvores, mas arbustos, e plantas de menos porte.

A videira:

Do 2 ao 29 de Setembro. Letra: Muin . O M. Divindade Sadv. Ideia: A exaltação. Color: Jaspeada. Ave: Galinha. Número: 10

 

A Hedra:

Do 30 de Setembro ao 27 de Outubro. Letra Gort. O G. Divindade: Palu, a deusa gata. Ideia: A intoxicação. Color: azul. Ave: O cisne mudo. Número: O 11.

O Junco:

Do 28 de Outubro ao 24 de Novembro. Letra: Ngetal. Equivale a Ng. Divindade: Gwyn. Ideia: Morte. Color: Verde clara. Ave: Ganso. Número: O 12.


O bieiteiro:

Do 25 de Novembro ao 22 de Decembro. Letra: Ruis. R. Divindade: Cailleach. Ideia: Renacemento. Ave: A gralha. Color: Vermelha do sangue. Número: 13

Estas são as árvores do calendário celta. Trece árvores e arbustos cargados de significado para os trece meses do seu calendário lunar-solar.

Faltão as cinco àrvores das cinco vogais, para completar o alfabeto de 18 letras.

Manhã, que hoje é tarde e hà que durmir.

Chuzame! chúzame -

III

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 1:43 pm on mércores, xaneiro 17, 2007

Carvalho:

Do 10 de Junho aoo 7 de Xulho. Letra: Duir. O D. Divindade: Dagda . Ideia: Poder. Color: Negra. Animal: O único que não é ave: O abadejo. Número: O 7


Acivro:

Do 8 de Julho ao 4 de Agosto. Letra Tinne. T. Divindade: Cu-Chulainn. Ideia: Heroismo. Color: Gris escuro .Ave: O estorninho. Número: O 8

A abelaira:

Desde o 5 de Agosto ao 1 de Setembro. Letra Coll .O C. Divindade: Mannanan. Ideia: O conhecemento. Ave: A cegonha. Color: Castanha. Número: O 9

Chuzame! chúzame -

As árvores no calendário celta II

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 1:39 pm on martes, xaneiro 16, 2007

O abeneiro:

Mes: Do 17 de Março ao 14 de Abril. Letra: Fearn, o F latino. Divindade associada, Bran. Ideia: Força. Color: Carmesim. Ave: A gaivota. Número: O 4.

O salgueiro:

do 15 de Abril ao 12 de Maio. Letra associada: Saille, o S latino. Divindade: Arianrhod. Ideia: Enfeitiçamento. Color: Colorado. Ave. O falcão. Número. O 5

Pirliteiro:

Do 13 de Maio ao 9 de Junho. Letra Huath, o H. Divindade: Olwen. Ideia: Fertilidade. Color: Púrpura . Ave: O corvo. Número: O 6

Chuzame! chúzame -

As árvores no calendário celta

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 8:21 pm on luns, xaneiro 15, 2007

O calendário celta, tinha trece meses, asociados a trece árvore ou arbustos.
Essas mesmas árvores tinhão associada umha divindade e umha letra do alfabeto, umha color , umha ave, um número e umha ideia .
Assim:

Bidueira .

A Bidueira tava associada com o primeiro mes, que se corresponde com o calendário gregoriano actual, do 24 de Decembro ao 20 de Janeiro. A letra gaélica associada era Beth, que se corresponde com a B do alfabeto latino: O número 1, a divindade, Ceridwen, a ideia, O Princípio, a cor, branca, a ave, o faisão,

Capudre :

A letra Luis, que corresponde ao L , o mes, do 21 de Janeiro ao 17 de Fevereiro, a deusa Brigit, a ideia, a Mágia, a ave, o parrulo, a color, gris, e o número 2



Freixo:

Letra Nion, que corresponde ao N ,mes desde o 18 de Fevereiro até o 18 de Março, divindade,Gwydion,  ideia, O saber,  color, clara,  ave, a becasina, e número, o 3

Manhã seguiremos com as árvores que correspondem aos tre messes que seguem.

Chuzame! chúzame -

Árvores em inverno

Filed under: Cousas minhas — Rifenha at 1:51 pm on domingo, xaneiro 14, 2007

Sempre chamou minha atenção ver as árvores núas, em inverno.

As caducifólias, aclaremo-nos. As outras, são iguais-ou quase iguais-em inverno e no verão.

Mas , as outras árvores, as de folha caduca, no inverno ispem-se e ficão núas, e aí é quando realmente podemos ver a sua verdadeira forma natural.

Se ides por um caminho, ou mesmo por umha estrada com árvores caducifólias à sua beira, coma a que atravessa o Val da Barcala, na estrada que vai de Vimianço a Compostela, por exemplo, podedes olhar os patrões de desenvolvemento de cada árvore, e saber assim algo da sua história de espécie.

Porque as árvores também tem inconsciente colectivo, marcado no seu ADN vegetal , que se deixa transluzir nas suas formas:

Os carvalhos do pais, são retortos e cubertos de musgos, com o tronco baixo e agarrado à terra, curtidos em lutas contra os invasores desde milénios.

Os castinheiros, tem um esquema ordenado, bem organizado, de pólas que se elevão ao céu seguindo um patrão bem definido. Por algo foram introducidos polos romanos do império, muito organizados em toda a sua civiliçação.

Que dizer dos abeneiros! As árbores da beira do rio, árbores que gostão da água, mas que tem coração de lume vermelho. Para os chamães celtas, era símbolo do lume, presidia o quarto mes da lua e da sua códia, tiravão a tintura vermelha, a sua color preferida para a guerra, assim como a madeira das flechas. Um abeneiro sen folhas, lembra a um guerreiro apostado a carom da água, para lhe fazer fronte às invassões de árvores estranhas que aparecem de vez em quando a beira dos nossos rios.

O freixo, dos que já quedão poucos, que na mitologia escandinava se encarna em Ygdrassil, a árvore da vida, consagrada a Odim, e na mitologia celta, a Gwydion, que, com as suas varas, fez um caduceu mágico contra a mã sorte, ademais de ser a madeira empregada em barcos e remos polos antepassados. O freixo tem umha copa elevada mas redonda, plena, e um tronco recto que gosta de se apousentar na beira dos rios, na companha dos abeneiros e do

Salgueiro, a árvore dos poetas, a que cura, com os extractos da sua códia, as dóres dos nossos óssos e os refrios causados pola humidade do nosso clima atlántico-nortenho. Àrvore consagrada á lúa, sempre tem suas pólas dirigidas cara o céu.

A bidueira , tão elegante e lançal coma umha rapariga , chamada a dama dos bosques pola sus elegáncia.

Penso que no tramo de estrada do val da Barcala e Ponte Maceira, não tenho observado mais árvores desde a janela do automovel, mas essas são tão fermosas que já quase que não preciso de mais.

Quando vou a Santiago, sempre quero que leve Suso a máquina. Assim eu posso ir tomando nota.

Outro dia falarei de mais árvores.E das suas histórias.

Chuzame! chúzame -

O sol

Filed under: tarô — Rifenha at 12:41 am on sábado, xaneiro 13, 2007

O sol é o arcano número XVIII do tarô. Em ele  aparecem duas pessoas dentro dum muro.

Ficão soas, ailhadas do resto do mundo por esse muro que simboliça a intimidade, o espaço próprio que lhe pertence.

Das duas pessoas , umha fica vestida, e a outra espida, e semelha que se estão a re-conhescer, a fazer confiança.

Enriba, o sol ilumina toda a cena,irradiando sua luz, sua calor, mas também chorando bágoas sobre as duas pessoas.

É um arcano que significa  que a pessoa entra dentro de si mesma, para descobrir e encontrar-se com a sua propria alma, ou psique, oculta pola máscara de cada dia.

Este encontro produze-se com harmonia. Ambas duas partes reconhecem-se. O logos, ou a razão, deixa que a psique, ou o inconsciente, se achegue, e mesmo se abração, numha união que porá fim às lutas e contradicções entre coração e cabeça que vinhão repetindo-se ao longo da vida.

O sol, a luz, preside o encontro, ainda que não todo é felicidade. Também as bágoas se derramão sobre os amantes-amigos-que se re-encontrão.

Tal vez as bágoas polo tempo no que estiverom na distáncia, olhando-se com desconfiança, sem se deixar levar um polo outro, polo medo a se perder se se ceivavão das cadeias da ilussão de dualidade.

Pola tristeça e a soidade de se sentir incompletos, separados em dous, quando, ao fim, erão um só.

É pois, um arcano de auto-conhecemento e auto-realiçação, presidido pola claridade e a auto-confiança.

Chuzame! chúzame -

Rogativas

Filed under: Africa — Rifenha at 7:26 pm on venres, xaneiro 12, 2007


Há tempo, na Galiza, quando levava muito tempo sem chover, a gente saia com os santos em processão, pregando e cantando ladainhas, para peçar a chuva.

Seica todas as culturas do mundo, fão estes rito processionais ou mesmo danças para acabar com o tempo seco e pregar aos deuses da chuva que enviem a água, líquido vital do que a terra e nós mesmos somos feitos nun setenta por cento aproximado.

Hoje, as mesquitas aqui, na cidade, cantarão todo o dia cuns cantos diferentes aos de cada dia.

Perguntei-lhe aos raparigos grandinhos do colégio, e dim-me que é para pregar a deus que mande chuva.

Hà meses que não chove, nem faz frio, e não neva nas montanhas de Ketama, e os cultivos não vão para arriba:

As amendoeiras apenas agromão as flores, o trigo fica raquítico e os demais cultivos dos que subsiste a gente dos campos, não evoluem como deberão para chegar a bom porto com a colheita.

De certo que, para as pessoas é umha delícia esta luz e esta temperatura.

Mas eu espero que chova, ou que chegue a neve aos cumios do Tickrit, para que a vida possa seguir, polo menos, coma até o de agora, se não melhora, que não se ve muita possibilidade.

Chuzame! chúzame -
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