Polos caminhos

Ao longo da minha vida de mestra-já vai para os trinta anos-, não só estivem no Rif e em Dodro. Também em Baio, Vimianço e, por um erro ao cubrir os papeis dum concurso, também em Barcelona.
Quando soubem que tinha que ir embora, com três meninhos pequenos, umha casa em construção em Vimianço e O Suso,que tinha travalho, dou-me um endelós. Todo o mundo a me dizer que os catalães erão rarinhos, que não te aceitavão vindo de fóra sem falares catalão... Mas não era cousa de pedir comissão de serviços e deber favores e servidumes, assim que, colhemos o petate, e fomos embora...
Quando chegamos lá, fui um amor desses a primeira vista, e para sempre.
Umha companheira catalana, Marga, dicia que só pode amar um pais o que previamente ama o seu próprio. O que não aprendeu esto, nunca será capaz de amar outras terras nem outras culturas.
Não sei se é certo ou não, mas a minha relação de amor com Barna, nunca rematou nem rematará. E o catalão aprendi em dous messes, cum livro e praticando com as vendedoras do Mercat del Clot, as mais simpáticas e amáveis que conhesci.
O certo é que, depois dos três anos em Barcelona, as nossas vidas mudarão. Já não saimos dos caminhos desde aquela. Agora semelha que imos voltar a Vimianço, alo menos por um tempo.
Cada ano, se podo, vou umha vez, polo menos ,visitar minha Íthaca particular.
Muitas cousas mudarom desde aquel começo dos anos oitenta em que desembarcamos toda a família na Praça de Les Glóries Catalanes, a meio caminho entre El Poble Nou, El Clot e a Sagrada Família.
Se querés saber mais do que passava por Barcelona em aqueles tempos , em
http://historiasderavaleiros.blogspot.com/ atoparedes umha caixa mágica com muitas histórias de agora e de antes.
Jà me contaredes.
chúzame -