Muharram e ashura
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Hoje tocou-me vigiar no pátio na hora do recreio, e fui um pouco bulideira a cousa, porque aginha se celebrará o dia da Ashura, que para os muçulmanos chiís é um dia de dó e peniténcia e, pola contra, para os sunnitas, coma os meus vizinhos, é dia de lhe fazer agasalhos aos meninhos e de molhar à gente com vexigas cheias de água- esto não tem a ver nada com a religião- .Também é umha tradição que, em este dia, as mulheres cortem um cachinho da sua cabeleira e a ponhão na terra, regada com água, para que o cabelo colha força.
No meu turno de vigiáncia, coincidi com Ahmed, e falamos sobre temas da religião muçulmana, e do paganismo anterior, de onde bebem todas as religiões actuais.
Ele explicou-me que o nome de Muharram, significa: Haram: Proibido e outra palávra que não lembro que significa: Violéncia.
O mes de Muharram, era um dos tres meses do calendário pre-islámico nos que ficava proibida a guerra e as liortas.
Muharram, Safar, Rajab e Sa`ban, erão os messes nos que a gente ia à Meca para pregar aos deuses pagãos de toda a península arábiga.
A fim de que ficasem tranquilos e vinhesem, as duas famílias de comerciantes mais poderosas da cidade, instaurarom a lei que proibia a violéncia em essas datas . Assim podião pregar e, de passo, mercar e dar-lhe circulação às mercadorias.
Onte convidou-nos Hayat a jantar cus-cûs na sua casa. Celebramos a entrada do ano com ela, suas irmãs, a filha, e meia dúcia de amigas mais.
Um auténtico gineceo, onde o Suso se atopava algo estranho e rosmom.

chúzame -