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A página da Rifenha de Vimianço

E falando de festas…

Filed under: Cousas minhas, Galiza — Rifenha at 6:44 pm on luns, xaneiro 22, 2007

Pois hoje é o 22 de Janeiro, dia da festa do patrão da minha parróquia, São Vicenzo de Vimianço.

Ainda me lembro daquelas festas, quando os quatro irmãos do meu avô , e as suas famílias vinhão à festa à nossa casa.

Sempre adoitava estar o tempo frío, e minhas tias quentavão os pés, quando chegavão, diante da cozinha de ferro, com a porta do forno aberta.

Meu avô tinha um irmão e duas irmãs que seguião todos na parróquia de Baio, agás ele, que namorou em Vimianço e casou para aló.

A família era a da Casa do Vao, em Fornelos. Umha fermosa casa de pedra soa, à beira do rio, que agora fica abandonada por problemas de partilhas entre os nove filhos e filhas de meu tio Ramom do Vao, que foi o que casou para a casa e viviu em ela até o fim.

Minha tia Carmela casou para a casa de Fuentes, de Baio, e a mais nova, Maria, para a casa dos de Romar, no empalme de Fornelos.

Agora ja todos ficão mortos, mas a memória daquelas festas, com meu tio e meu avô em cada em seu testeiro da mesa , e os demais fazendo de telegrafistas, porque meu tio não ouvia bem e sempre levavão os dous o peso da conversa, vivirá mentras eu viva.
Sempre falavão das mesmas cousas: Do seu trabalho de canteiros, na quadrilha do pai, das lembranças da infáncia, da retranca de meu tio, um velho correudo, desconfiado das modernidades, cum grande bigode e um cigarro sempre prendido pendurado na boca, retranqueiro e rosmom.

Meu avô, físicamente, era a outra face da moeda: Alto e bem parecido, cuidava muito a sua saude e gostava das modernidades que fazião a vida mais cómoda. Porém, e a pesar de ser uito anos mais novo, ele morreu antes. O seu irmão, sobreviviu-lhe três messes, incapaz de superar a dor da sua perda. Erão totalmente contra-postos, mas sempre ficarão unidos por laços muito fortes, impossiveis de explicar.

Pois assim erão as festas. Depois de jantar o caldo, o cozido, o arrós e a carne assada, regada cumha ola de vinho, e de tomar a tarta de amendoa e o queixo com dóce de marmelo com o vinho tostado, o curmão Jesus de Fuentes, recitava "O catecismo do labrego" , com muita grácia, poemas de Labarta Posse, o poeta de Baio, e de Pondal, o da Pontecesso.

Assim dava-nos a nuite, e entáo cada quem ia ao Transportes Finisterre para volver à casa, agás meu tio, que sempre ia e vinha na besta.

Chuzame! chúzame -

3 Comments »

Comment by ninsesabepuntocom

2007-01-23 @ 12.52 pm

Fermosos recordos que tamén me fan recordar…O Finisterre. En Corme, cando eu era neno, chamábamoslle o Guillén (Jillén, mellor dito), porque o antiguo propietario era un tal Guillén, penso que de Cee: xa ven o Jillén, imos ver quen ven no Jillén…Naqueles tempos era moito máis importante, porque estes autobuses eran o único medio de saír ou entrar de Corme prácticamente, porque ¿quen tiña coche propio? E en Corme, que eu recorde, tampouco ninguén tiña besta, ainda que na Ponte sí que había que andaba en besta. Por exemplo, á miña nai traíalle o leite tódolos días Lelo de Balarés, no seu cabalo…

Comment by Rifenha

2007-01-23 @ 1.18 pm

Esso mesmo O Ghilhem. Era de umha família de Cee, sim Hà um oftalmólogo na Corunha Guillén Madriñán dessa família. Meu avó Florentino era de Cée e minha avoa Dolores fui para Cée com treze anos, cuidar as crianças dumha dessas famílias ricas da vila.

Comment by Rifenha

2007-01-23 @ 1.22 pm

Os “pescos” não tinhão besta. Todo mais, um burrinho para ir ao algaço.
GHE ,GHE; GHE….

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