Luitando com o youtube. Os trasnos da informática.
Posteando desde http://historiasderavaleiros.blogspot.com/
Como o senhor ninsesabe me acaba de ensinar a subir videos do youtube para a Blogaliza, e, em troques, no Blogspot não sei os subir, traço para aquí este post do outro lado, com meu video estreado hoje, novinho do trinque.
O senhor Ninsesabe hoje dou-me um pontinho de felicidade, ensinando-me o que não sabia e queria aprender.
Eis a grandeza de ser um bom mestre:
Eis o meu post:
Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
Salvador
O facto de residir fóra, ainda que umha ande pola rede e demais, faz que, às vezes, não se ande muito bem informada.
Onte, vendo na tve inetrnacional a entrega dos prémios Goya, soubem que se estreou no ano passado um filme que conta a vida de Salvador Puig Antich, com música de LLuis LLach.
LLuís LLach não tem nada de ravaleiro, ele é do Ampurdán e a sua música é dum estilo diferente, mas, o facto de saber da existéncia do filme, trouxo-me à memória muitas cousas.
Entre elas, umha das canções mais fermosas que tenho escuitado na minha vida.
Fui quando chegamos a Barcelona. Andava-mos a explorar aquel mundo enorme e, ao mesmo tempo, tão familiar, e um sábado, deixamo-nos cair polos Encantes. Viviamos justo enfrente, al carrèr Alaba, esquina com a Praça de les Glóries , fronte à boca do metro. Agora tudo aquelo ta desfeito, e, a carom, érgue-se o edifício que tudos, em Barcelona, chamam "El Pollón".
Bem, pois aquele sábado, nos encantes, mercamos muitas cousas: Novelas de cow boys para o Suso, gafas de bucear para os meninhos, e música para mim.
Entre a música, havia um LP de segunda mão, que trazia canções de muitos autores, todas em catalão. Havia umha que, ao escuitar, faz-me estremecer o coração, sem saber dizer o por que. Falava dumha mulher, do seu amante, e dumha bandeira negra.
Mais tarde soubem que era umha canção de Joan Isaac, adicada a Margalida, a mulher que amava a Puich Antich, o moço anarquista com quem o franquismo se asanhou com maldade e perversidade assasina. Eu sabia algo de Puig Antich. Não passaram muitos anos da sua morte, ainda que só tinha umha referência vaga. Mas aquela canção faz-me sentir toda a tristeça, e a rabea, e removiu-me as entranhas com lembranças e sentimentos que, ainda que, longe no espaço e no tempo, posso imaginar iguais.
Porque a repressão, a crueldade e o abuso do poder, são sempre os mesmos.
Velaí a letra da cantiga:
Cancionero de Joan Isaac]
(Dedicada a Margalida, amant eterna d'en Salvador Puig Antich, es trobi on es trobi)
Vas marxar no sé on.
Ni els cims ni les aus
no et saben les passes.
Vas volar sens dir res
deixant-nos només
el cant del teu riure.
No sé on ets, Margalida,
però el cant, si t'arriba,
pren-lo com un bes.
Crida el nom
del teu amant,
bandera negra al cor.
I potser no sabràs
que el seu cos sovint
ens creix a les venes
en llegir el seu gest
escrit per parets
que ploren la història.
I que amb aquesta cançó
reneixi el seu crit
per camps, mars i boscos,
i que sigui el seu nom
com l'ombra fidel
que és nostra tothora.
No sé on ets, Margalida,
però el cant, si t'arriba,
pren-lo com un bes.
Crida el nom
del teu amant,
bandera negra al cor.
P.S. Cada vez que miro a Salvador, vejo aos meus filhos, e umha mão negra e terrível aperta-me o coração. Na sua olhada, vejo os olhos do meu Nesinho, ou do meu Susinho.Da minha Adela... Parir e criar um filho tantos anos. Tanto amor, tanto esforço e tanta esperança, para que uns assasinos façam escárnio com ele...Malditos sejam por toda a eternidade...Eles, e os que seguem a torturar e assasinar cada dia filhos de mães que sofrem...
Bom. Agora ve-se o youtube, mas não se move. Vaia por deus...!!!
A culpa do mestre, não é. São os trasnos que andão pola aranheira, para me romper o sentidinho todo...
Se queredes ver, premé acima.
Je regrette...
chuzame -













