Camarinhas

Depois duns dias em Vimianço, agora Camarinhas, coa casinha, as flores da horta, e o nordés, que ameaça com nos levar…

Estes dias tenho pouca gana de escrever. Tou muito ocupada vivindo…

O retorno

Outravolta em Vimianço. Táo verde e táo viçosso como eu esperava…os castinheiros da curtinha coas suas candeias acessas e a nogueira cheinha de noces verdes…

Ainda guardo na retina a luz brilhante do Rif e a sua brisa salgada… Os dous dias de carro cruçando as montanhas rifenhas e Portugal, desde o Algarve até Valença…A inundaçao de cartazes em espanhol desde antes de cruçar a ponte do Minho. Propagandas dos negócios do Porrinho e arredores. Mágoa. Porque o reotrno, assim, é um bocadinho traumático. Depois de ficar meses na realidade virtual, sempre em galego, a realidade real é mais pobre e vergonhenta do que umha quiser.

Porem, fico feliz de ficar cà. Em este meu val redondo e fermoso, ainda que limitado no mencer, e no sol-por, polos inevitáveis viraventos e inçado de pistas de asfalto…Ameaçados os seus penedos polas canteiras e a cobiça de alguns…

Boto a faltar os caminhos. Os de andar, as corredoiras e os carreiros…

Mas ainda seguem aqui o milho, os mares de erva para secar, os abeneiros da beira do rio, e minha máe…

Também a esperança de que as desfeitas parem dumha vez e algumhas cousas mesmo melhorem…