O amor

O amor é vivencial, coma a liverdade, ou a morte...Só se conhece quando se vive e cada quem vive-o dum jeito diferente. O amor é a quentura do coração e das virilhas, o amor é o imsomnio,a tenrura,o amor é aprofundar no proprio coração e tentar chegar ao límite. O amor é umha procura de sim mesmo a través dos olhos, a pele, e a presencia de outro...Porque no outro, coidamos olhar-nos a nós mesmos, reflectados nas meninhas dos seus olhos de bosque ou de mar...Porque, a través do amor, aprendemos decerto como somos e, o que não amou, não se conhece...O amor quere chegar decote a Ítaca polo caminho mais curto. E depois asusta-se dos Cíclopes e Lestrigões que lhe saem ao paso...O amor é umha procura inútil, porque nunca se chega a Ìtaca. Ìtaca é o caminho.
E, ao fim, só queda a ferida do esquecemento ou a realidade intemporal da amizade...
chúzame -




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A noite em Al Hoceima é fermosa. Polas janelas abertas chegam as voces dos meninhos que jogam na rua à pelota, e as conversas das quadrilhas de moços que andam ao serão...Desde as seis até as oito da tarde, as ruas ateigan-se de gente que passeia e circula pola grande praça, parando-se a parolar em grupos. Muitos homens sentam nos cafés e bebem chá ou café com leite. Às cinco, comeza a hora do churros. Os pequenos aviamentos dos churreiros espalham o recendo por cada rua da cidade. Desde o café La Belle Vue,mentras bebes zume de laranja e chá aromatiçado, podes ver como a lua sae e sobe sobre o mar, primeiro vermelha, logo rosa e, ao fim, pálida e branca. Coma umha mulher que, ao pasarem os anos, vai mudando sua ilusão e tornando-se mais fria e mais distante...
O sol chegou hoje, ao Rif, sem contar, depois de tantos dias de nevoeiros e orvalho exóticos, mentras nos partes meteorológicos da península,se falava das calores gerais na outra banda do mar...
No Rif não hà milheiras. Os campos do Rif são de trigo verde agora, em maio, e amarelos no verão...Também há algo de milho. Ma só nas veigas do rio Nekor ou em sitios húmidos e de terreno chão. O trigo sobe polas ladeiras das montanhas e espalha-se em vales e terraços de terra ocre e arrubiada...
E, agora, no mes de maio, os mares de milho de Vimianço, ondeando no vento que vem de além os penedos de Pasarela...O milho cencenado, coas espigas barbadas, movendo-se em ondas...Quantas veces eu sonhei navegar na minha barca, remando polos mares de milho, ti e mais eu, co nordés de popa...!As marés de milho e de erva para cortar...E o mar salgado , o sonho do além, que pode arrecender-se de tão perto...
O escunchador é um ferrinho pequeno, atado cumha trença de pano, que se ata na mão para lhe tirar a casula ao milho.