http://o-escunchador.blogspot.com/

A página da Rifenha de Vimianço

Mais umha vez

Arquivado en: Cousas minhas, mulheres, músicas — Rifenha at 7:41 pm on xoves, novembro 8, 2007

Vou aclarar um bocadinho o fio esse das uito cousas das que gosto.

Porque o senhor Ninsesabe enredando, enredando, faz-me cavilar em que cousas me fazem sentir bem.

Faz-me sentir bem a gente que vive na circunferéncia, na linha que bordea o círculo do estabelecido, porque na circunferéncia ficas entre os dous mundos :O do círculo e o do espaço exterior a ele. Tés a oportunidade de ver outras cousas que não vem os que ficam trepando ou correndo cara o centro. Tés, em definitiva, liverdade, a primeira cousa importante para mim.

Também há o tema da felicidade para toda a gente. Mas, a felicidade, só existe na presença do amor. Por esso é tão importante para mim afrontar a vida e cada umha das suas concreções momentaneas com amor, para assim ter umha visão mais ampla e um maior conhecimento da realidade. Só se conhece o que se ama e se restringes o amor a poucas cousas, poucas cousas has conhecer .

Para ilustrar todo esto que vos digo, vou-vos deixar um video que o explica. Poderia pôr outro calquera, mas este é bom para compreender, porque tem os dous elementos: A vida na circunferéncia e o respeito, a empatía -base do amor- e a alegria. A ver se o pilhades:

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Aïd El Fitr

Arquivado en: Cousas minhas, mulheres, mundo — Rifenha at 6:57 pm on sábado, outubro 13, 2007

Aïd El Fitr é a festa do fim do mes de Ramadam.

As rifenhas celebrarom hoje o fim do jejún com pastelinhos e a rapaza veu pola manhã com sua cadeia de ouro, onde penduravam todos os seus amuletos: Umha mão de Fátima de ouro cum olho azul no meio, umha reproducção do Alcorão de ouro, o nome de Allah, umha chapa com seu nome,um coração...As mulheres do Rif sempre recibem agasalhos de ouro, desde crianças. Vão guardando para quando hà um mal momento e se precisam cartos. É um depósito de capital que se luz e se disfruta. A dote da voda, faz-se em ouro e é o noivo quem paga o que a sua prometida elige na ourivesaria.

Trazia também umha pulseira de ouro calado, do estilo das que levam as bereberes, um anel de ouro...Todas as jóias de festa, mas faltava o cafetã de seda e bordados , as babuchas, tudo o que, em dias de festa, faz que as mulheres marroquinas semelhem princesas das mil me umha nuites.

É a primeira festa que passam lonje da casa, sozinhas,sem a família, nem os vizinhos, nem todo o ritual que acompanha as festas muçulmanas.

O mundo sempre fui um caminho cheio de gente que vai e vem.

Uns para cá. Outros para lá...Assim se fui tecendo  a História e assim se tecem as histórias de cada quem..

Aïd Mubarak. Salam.

            

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A Tola do Monte

Arquivado en: Cousas minhas, Galiza, mulheres — Rifenha at 9:03 am on xoves, xullo 26, 2007

Onte, no foro de Arroutadas, um companheiro virtual fixo-me um agasalho.

Descubriu-me um poema de Ramón Cabanillas que fala de muitos temas dos que eu levo falando aquí: De outros tempos, de tolos, mulheres, sociedades patriarcais, soidade,prepoténcia do ser humano...

Vou-vos deixar aquí, com a permissão do companheiro.

« Pobriña da Tola »

Non teño parentes, amores nin chouza, de aldea en aldea, parroquia en parroquia
ando polo mundo arredada e soia, e xanto, cando atopo, cunha almiña boa
que polos seus mortos, bótame de esmola, a cunca do caldo e o anaco de broa.

Durmo nos camiños érgome coa aurora, lávome nas fontes de crara auga morna,
e as noites que a lúa loce briladora, como nun suspiro, paso as horas mortas,
mirando pra ela, cantándolle copras, lúa, lúa branca, como me namoras,
Lúa, lúa branca, como me namoras.

Os cans que me ladran e os nenos que xogan, , tirándome pedras, chamándome tola, atraveso veigas, rubo corredoiras e salto valados, cobertos de roxas espiñas de estripos e ortigas treidoras, que fírenme a carne e ráchanme a roupa...
...A roupa dos probes, que nunca foi nova.

A xente do mundo que din que está corda, marmura ao toparme, "probiña da tola", e non é verdade... Abofé... Abofé que estou corda. Si a xente o soupera.

Cando camiñando paso po-las hortas, a tempo que a xente,
turra da espiocha, ou cava patacas, ou pranta cebolas,
sempre hai un que diga, "Onde vades Rosa"
E eu que nunca quixen andar con parolas. "Demo de xudío"... A ti, que che importa.
E sin máis palique, vírome de costas, mais ben me percato facéndome a sorda,
que queda dicindo..."Probiña da tola".

O conto é que un fillo, (bo mozo), da zona do pazo da Gándara,
andúvolle as voltas. As cousas do mundo e o triste da historia,
foi que o mozo o irse, "deixouna sin honra"...
Eu non me recordo, bah... ¿Quen se recorda?
pero eu non acerto, qué ten esa historia, que cando contala, tristeiros escoitan,
namentras eu saio, correndo, da horta,
os homes salaian, e as vellas e as mozas, co mandil nos ollos, doloridas choran,
decindo en voz baixa... Probiña da tola.

A xente do mundo que din que está corda, marmura ao toparme,
"Probiña da tola"... E non é verdade...
Abofé que estou corda...Si a xente soupera.

Que non é verdade, abofé estou corda, si a xente soupera que eu vivo na groria,
cando a noite cobre o pinal de sombras, dúrmome nun leito de fiunchos e follas,
e a pouco desperto, e vexo unha pomba, que baixa do ceo, voa que revoa,
e ven no meu colo pousarse, e mimosa, rúbeseme o peito
e bícame na boca, fálame dos anxos da Nosa Señora
e todas as noites, ven a branca pomba, e comigo fala, e comigo xoga.
Até que alumeando o pinal la aurora, rube cara ao ceo voa que revoa
Por eso me río, cando "Meigas fora"
A xente do mundo que din que está corda.. Marmura ao toparme...
..."Probiña da tola"
http://www.galespa.com.ar/escritores_cabanillas.htm

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Sobre mulheres, culturas e fóbias

Arquivado en: mulheres — Rifenha at 10:54 am on sábado, maio 12, 2007

Estes dias apareceu nos tele-jornais umha nova estarrecedora.

Umha moça de etnia kurda, umha adolescente de 17 anos, apedreada pola sua família e vizinhos por se mudar de religao ao Islao.

Normalmente é a religiao islámica e a cultura que a arrodeia a que tem a sona de apedrear às mulheres, fazer ablaçoes de clítoris e demais aberraçoes que sofrem as mulheres de todo o mundo.

Mais olhai senhoras e senhores que seguides "O escunchador".

Uns capítulos mais atrás olhavamos a Olimpia de Gouges guilhotinada pola laica, liberal e civil Revoluçao Francesa, tao adorada. Só por pedir os mesmos dereitos para as mulheres que figuravam na declaraçao de "Dereitos do Cidadao" dada pola revoluçao.

Também como, durante a República espanhola, havia mulheres de esquerdas, inteligentes universitárias, que se opunham ao voto feminino por o considerar, a priori, mais consevador.

Cada dia sabemos de algúm homen que ainda nao fui quem de asumir que as mulheres somos pessoas e nao objectos da sua propriedade. Por esso as acuitelam, queimam, desfiguram ou lhe fam a vida iumpossível-Ou minha, ou de ninguém-.

Tudo esto, vem a que a questao das mulheres e os seus problemas, nao sao património de nemhumha cultura, étnia, religiao ou ideologia.

Sao fruto do machismo arraigado no inconsciente da humanidade após de tantos anos de sociedades patriarcais.

Mentras nao asumamos esso, o único que faremos será pôr baloes fóra, botar-lhe a culpa a outros, fomentar a xenofóbia gratuita e contribuir a que o problema se enquiste cada vez mais, no Kurdistao, em Nigéria ou entre nós, que tanto tem.

As mulheres que cada dia sao maltratadas, humilhadas e até mortas pola mentalidade patriarcal déspota e absolutista, sofrem o mesmo em quaisquer parte do mundo.

Outra cousa é a existéncia de leis que nos protejam e aí, sim que as mulheres europeias somos privilegiadas, porque a nossa sociedade tem leis mais justas que as de outros paises, onde o patriarcado ainda nao evoluiu a nível político.

Mas, nao nos enganemos. A violéncia contra as mulheres nao é património de culturas, religioes ou étnias.

É únicamente umha consequéncia das ideias patriarcais e machistas que a humanidade indoeuropeia e as culturas que gerou, vem arrastrando dende que os primeiros guerreiros procedentes das Mesetas Centroeuropeias e Asiáticas, e logo as ideias semíticas, patriarcais também, invadiram às culturas matrilineais da Natureça, a Fertilidade, a Terra mae e as cidades sem muros arredor, como as de Creta, ou Mohenho Daro , na India.

Mentras nao nos libremos da mitologia homérica, com seus herois guerreiros, sanguinários e únicamente varoes, e os consideremos simplesmente umha etapa da história,assim como das ideias represoras da sexualidade feminina das culturas semíticas, nunca chegaremos as mulheres a ficar a salvo da violéncia.

Nem tampouco os povos mais febles, indefensos e menos preparados para a guerra do planeta.

Nem sequer o Planeta fica a salvo. Porque a filosofia homérica, após dous mil anos e pico, chega a tal ponto de justificar explosoes nucleares no mesmo útero da terra, sem respeitar sequera à mae universal que nos nutre e nos agasalha com seus frutos e sua beleça.

Agora jà andam matinando em ir embora para outros planetas quando rematem com este.

Nas nossas mentes fica a soluçao a tanta desfeita. Respeitar o feminino e às mulheres, pode significar a salvaçao e a evoluçao da nossa sociedade cara maiores cotas de liverdade e felicidade. Para esso, só hà que mudar o "chip".

É difícil mudar umha pauta de miles de anos, mas nao impossível.

As mulheres de todo o mundo tem que tentar equilibrar a balança,e esso é possível dentro de quaisquer cultura, religiao ou étnia.

Só hà que minar as pedras dos alicerces da sociedade. Pinga a pinga. Como a àgua.

A àgua é o elemento feminino por exceléncia. A àgua; os fluidos, a persisténcia.

Assim é como o mar fura a pedra. E a desgasta até a tornar areia dourada.

Ou bate com força contra os cons da ribeira até os fender.

"Libre te quiero
como arroyo que brinca
de peña en peña,
pero no mía.

Grande te quiero
como monte preñado
de primavera,
pero no mía.

Buena te quiero
como pan que no sabe
su masa buena,
pero no mía.

Alta te quiero
como chopo que al cielo
se despereza,
se despereza,
pero no mía.

Blanca te quiero
como flor de azahares
sobre la tierra,
pero no mía.

Pero no mía
ni de Dios ni de nadie
ni tuya siquiera. "

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As “Adelitas”

Arquivado en: mulheres, mundo, músicas — Rifenha at 10:02 am on luns, maio 7, 2007

Jà que falamos de "La Llorona", como personagem mítico, agora imos falar dumhas mulheres reais e verdadeiras que todos cantam mas que quase ninguém conhece.

As "Adelitas".

Quando eu escolhi o nome de Adela para a minha primeira filha, nao conhescia esta história, mas o tempo traz tantas cousas e aprendemos tanto ao longo da vida, que só por esso, merece ser vivida.

Velaí a história das "Adelitas":

A primeira "Adelita", fui umha mulher que participou na Revoluçao Mexicana do 1910.

Seu nome real era Altagracia Martínez, e pertencia à clase alta da Cidade de México.

Simpatiça com a Revoluçao e une-se a ela, sendo baptiçada como Adelita polo General Francisco Villa, mais conhecido como Pancho Villa , e o coronel Rodolfo Fierro.

Esta mulher fui asassinada por mandato dum tal Pascual Orozco, mas o nome Adelita ficou para todas as mulheres que participaram em aquele movemento armado e revolucionário.

As Adelitas as quais erao parte fundamental da revoluçao, tem funçoes de enfermeiras, telegrafistas, despachadoras de comboios, correios,espias, enlaces, abastecedoras de armas, propagandistas das ideias revolucionárias, combatentes, e ocupando postos de mando, também estaban as coronelas:

  • Carmen Alanis, que se levantou em armas em Casas Grandes, Chihuahua, e participou na toma de Ciudad Juárez com trescentos homens ao seu mando.
  • A coronela Juana Gutierrez de Mendoza
  • A China, que comandava um batalhao formado polas viuvas, filhas e irmàs dos combatentes mortos.
  • Dolores Jiménez Muo,Coronela, Redactora do Plano Político e Social que desconhece ao régimem porrfirista; redactora do diario liberal “Diario del hogar” e participante de “Las Hijas de Cuauhtémoc".

Cada 20 de Novembro, quando se celebra o aniversário da Revoluçao Mexicana, as meninhas vestem-se de "Adelitas", para lembrar a estas mulheres revolucionárias.

Também hà desfiles de "Adelitas"em todas as cidades

E algo curioso que pervive no folclore de México:

As "Escaramuzas". Concursos de amaçonas habilhadas de Adelitas que que em cada cidade, tem suas asociaçoes.

As Adelitas seguem vivas, como podedes ver.

.A minha:

ma y adela

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Lila Downs

Arquivado en: mulheres, músicas — Rifenha at 8:13 am on domingo, maio 6, 2007

E falando de La Llorona, nao podemos deixar de falar de outra mulher

Ela conta assim sua história:

" Malinche :
... mi madre color de tierra
mojada de barro antiguo
cantaba, cantaba la cantina

....boquita pintada y tacones picudos
madre de la libre tentacion de admiración

pie mixteco, plano de pisada firme

Las mascaras de mi mamaculebraviento son prueba
del jaguar guerrero que habita su vientre......

Se alarga el tiempo sin su palabra de fuerza
su ambicion por ser verdadera a su animal interno

La que traga Dior , Ford Explorer y limpiador liquido fabuloso
mujer que buscó reflejarse en los ojos sabios del "otro"
del Hombre Blanco,
pajaro de movimiento- del viento que corre por el mundo

buscando, preguntando,
envolviendose de sexo indio
de orquidea de perfume , veneno de amor
de fertilidad de montaña, Yucuninu

amigo de Weston, guerrero escocés
perverso como todos los hombres que no esconden
su lujuria el deseo sin conciencia, nunca, pero tan de dejar rastro
momentaneo y de tanto fulgor, como el gallo esplendoroso del gallinero
momentaneo...

Asi, la voz que permutea por sus matices de los tiempos en mujer triste, de mujer de copas,
de mujer que canta la Llorona
Como a Lutero la Inquisicion,

La arias forjaron el grosor de las cuerdas de la garganta
pero el altavoz forjo la harmonia de la conciencia
que manaba de mi barrio
San Nicolás, cada dia a las 5 e la mañana

por el frio de la sierra, de mi ciudad mercado
alli,
donde está enterrado mi ombligo,
bajo el maguey detras de la casa de mi madre,
alli siempre tiene que volver,
dice mi nanañu, Dáu se'e luli ri
".

Filha dum estadounidense de origem escocesa e dumha india mixteca, nasce em Oaxaca, cidade fronteiriça e tem como herdança as culturas de ambas duas beiras do Rio Grande.

Tivo umha vida de muito movemento, coma Lhasa de Sela, entre Los Ángeles, Oaxaca de Juárez e Minnesota.

No 94, grava seus primeiros temas, e no 96, seu segundop disco. "En vivo con Lila Downs".

No 1997, grava "La Sandunga", seu primeiro traballo inspirado na música de Oaxaca, com cançoes em espanhol, e em linguas indígenas, como mixteca, zapoteca e maia.

Segundo suas palavras:

""uno de los temas que más me interesa es pensar que podemos seguir retomando la cultura indígena y, al mismo tiempo, vivir una realidad moderna. Junto con otros compañeros de las comunidades triquis, mixtecas y zapotecas de Oaxaca, he crecido pensando que todas nuestras comunidades indígenas necesitan una autonomía política y legal, y un gran respeto de parte de todos. Sus lenguas e ideas de nación deben permanecer, sin olvidarnos de lo que ocurre en el mundo, porque formamos parte de este todo."

No 2001, publica "La Línea", inspirado no sufrimento dos inmigrantes que tratam de cruçar a fronteira e das comunidades indígenas.

Algo mais tarde colabororu na B.S do filme "Frida", sobre a vida da pintora Frida Khalo.

Por esse trabalho recibiu um Oscar e, na cerimónia de entrega, cantou com Caetano Veloso.

Mais tarde , no 2004, publica:"“Una Sangre: One Blood"

E, no 2006, um disco homenagem às cançoes rancheiras: "La Cantina., entre copa y copa"

Aqui vos deixo alguns videos mais de Lila Downs.

Espero que gostés.

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La Llorona.

Arquivado en: mulheres, músicas — Rifenha at 10:13 am on sábado, maio 5, 2007

La Llorona, essa famosa cançao mexicana que temos ouvido tantas vezes, tem sua origem numha lenda muito antiga .

Quero vos contar a lenda e, ao tempo, a vida dumha mulher que começou a cantar cum trabalho que assim se chama: La Llorona.

Sobre a primeira proposiçao, é difícl oferecer umha versao da lenda, porque hà centos distribuidos por todo México.

Trazerei aquí algúns fragmentos, para que conhezades algo mais:

Esta é da cidade de México:

"La Leyenda de la Llorona

  L as versiones del origen de esta mujer son muy variadas, desde antes de la llegada de los españoles se comentaba que era la diosa Cihuacóatl, quien aparecía elegantemente vestida y en las noches gritaba y bramaba en el aire, su atuendo era blanco y el cabello lo tenía dispuesto de forma tal que, aparentaba tener cuernos en la frente. Otros aseguraban que era Doña Marina, o sea la Malinche quien, arrepentida de traicionar a los de su raza, regresaba a penar. Con la conquista estas versiones sufrieron ciertas modificaciones alegándose que era una joven enamorada que había muerto un día antes de casarse y traía al novio la corona de rosas que nunca llegó a ceñirse; otras veces era la viuda que venía a llorarle a sus hijos huérfanos, o la esposa muerta en ausencia del marido a quien venía a darle el beso de despedida; o la desafortunada mujer, vilmente asesinada por el celoso marido apareciéndose para lamentar su triste fin y confesar su inocencia. Sea cual fuere su origen se dice que en tiempos de la colonia, a mediados del siglo XVI, los habitantes de la Ciudad de México se retiraban a sus casas sonando el toque de queda dado por las campanas de la primera catedral, a media noche y principalmente cuando había luna llena, despertaban espantados al oír en la calle unos tristes y lánguidos gemidos lanzados al viento por una mujer. Las primeras noches, los vecinos sólo se santiguaban argumentando que los lamentos eran de una ánima del otro mundo, pero la situación fue tan insistente que la gente más despreocupada o atrevida, salía a cerciorarse qué era aquello, primero lo hicieron desde las puertas o ventanas, después algunos se animaron a salir y lograron ver a quien lanzaba tan lastimeros gemidos. La mujer que vestía una ropa blanquísima y se cubría el rostro con un velo, avanzaba con lentos pasos recorriendo las calles de la ciudad sin faltar una sola ocasión a la plaza mayor donde, viendo hacia el oriente e hincada daba el último y languidísimo lamento, una vez puesta en pie, continuaba con paso lento y pausado hasta llegar a la orilla del lago donde desaparecía. "

Esta mais machista, é do Estado de Aguascalientes:

"La Llorona, la mujer fantasma que recorre las calles de las ciudades en busca de sus hijos, también llego a la Villa de la Asunción de las Aguas Calientes. Este personaje de leyenda, cuya presencia atemoriza no solamente a los niños, sino también a las personas mayores, es conocido de Sonora a Yucatán. En nuestra tierra, la fábula cuenta que una mujer de sociedad, joven y bella, se caso con un hombre mayor, bueno, responsable y cariñoso, que la consentía como una niña, su único defecto... que no tenia fortuna.

Pero él sabiendo que su joven mujer le gustaba alternar en la sociedad y " escalar alturas ", trabajaba sin descanso para poder satisfacer las necesidades económicas de su esposa, la que sintiéndose consentida despilfarraba todo lo que le daba su marido y exigiéndole cada día mas, para poder estar a la altura de sus amigas, las que dedicaba tiempo a fiestas y constantes paseos.

Marisa López de Figueroa, tuvo varios hijos; estos eran educados por la servidumbre; mientras que la madre se dedicaba a cosas triviales. Así pasaron varios años, el matrimonio Figueroa López, tuvo cuatro hijos y una vida difícil, por la señora de la casa, que repulsaba el hogar y nunca se ocupo de los hijos. Pasaron los años y el marido enfermó gravemente, al poco tiempo murió, llevándose " la llave de la despensa ", la viuda se quedó sin un centavo, y al frente de sus hijos que le pedían que comer. Por un tiempo la señora de Figueroa comenzó a vender sus muebles. Sus alhajas; con lo que la fue pasando.

Pocos eran los recursos que ya le quedaban, y al sentirse inútil para trabajar, y sin un centavo para mantener a sus hijos, lo pensó mucho, pero un día los reunió diciéndoles que los iba a llevar de paseo al río de los pirules. Los chamacos saltaban de alegría, ya que era la primera vez que su madre los levaba de paseo al campo. Los subió al carruaje y salió de su casa alas voladas, como si trajera gran pisa por llegar. Llegó al río, que entonces era caudaloso, los bajo del carro, que ella misma guiaba y fue aventando uno a uno a los pequeños, que con las manitas le hacían señas de que se estaban ahogando.

Pero ella, tendenciosa y fría, veía como se los iba llevando la corriente, haciendo gorgoritos el agua, hasta quedarse quieta. A sus hijos se los llevo la corriente, en ese momento ya estarían muertos. Como autómata se retiro del lugar, tomo el carruaje, salió como "alma que lleva el diablo ", pero los remordimientos la hicieron regresar al lugar del crimen. Era inútil las criaturas habían pasado a mejor vida. Cuando se dio cuenta de lo que había hecho, se tiro ella también al río y pronto se pudieron ver cuatro cadáveres de niños y el de una mujer que flotaban en el río.

Dice la leyenda que a partir de esa fecha, a las doce de la noche, la señora Marisa venia de ultratumba a llorar su desgracia: salía del cementerio (en donde les dieron cristiana sepultura) y cruzaba la ciudad en un carruaje, dando alaridos y gritando ¡ Aaaaay mis hijos ¡ ¡ Donde estarán mis hijos ¡ y así hasta llegar al río de los pirules en donde desaparecía. Todas las personas que la veían pasar a medianoche por las calles se santiguaban con reverencia al escuchar sus gemidos y gritos. Juraban que con la luz de la luna veían su carruaje que conducía una dama de negro que con alaridos buscaba a sus hijos.

Las mujeres cerraban los visillos, y al trasnochador que venia con copas, hasta la borrachera se le quitaba al ver aquel carro que conducía un espectro, donde iba la llorona, del carruaje salían grandes llamaradas y se escuchaba una largo y triste gemido de una mujer, un esqueleto vestido de negro, el que guiaba el carruaje, jalado por caballos briosos. Un día, cuatro amigos, haciéndose los valientes, quisieron seguir al carruaje que corría a gran velocidad por céntrica calle de Aguascalientes, tomaba por Carrillo Puerto (ahora la Merced) después por Guerrero para luego seguir por la calle de Nieto, que directamente daba al río pirules.

Ellos la seguían, temblando de miedo, pero dándose valor con las copitas. Al finalizar la arteria de Nieto, dio un ultimo grito de tristeza y dolor ¡ Aaaay mis hijos ¡ y desapareció con todo y carruaje. Por mucho tiempo la llamada Llorona, tuvo atemorizados a parroquianos de esta villa, los que se encerraban a piedra y lodo, y nunca salían a la medianoche a la calle. "

Assim poderia trazer centos de histórias, mas agora, vou-vos falar dumha mulher real, de voz arrebatadora, que me fascina:

Lhasa de Sela:

Lhasa de Sela nasce no 1972 em – Big Indian, lugar próximo a N.Y.

Seu pai era um mexicano escritor e profesor de espanhol, e sua mae umha fotografa estadounidense.

O casal e os quatro filhos vivem até que a rapariga tem treze anos, num pequeno autobús com o que percorriam a costa e faziam viagens de N.Y. a México.

Nao iam à escola, nao tinham TV, só leituras e o que aprendiam de seus pais

Mais tarde, transladam-se a Sao Francisco, e, com 13 anos, Lhasa cantava nos cafés da cidade.

Também começa a ir à escola, algo que, para ela, habituada a viver soa e ao seu ar, fui umha experiência traumática, dada a sua timidez.

Mais tarde, aos 19 anos, translada-se a Canadá, e alí conhesce a Yves Desrosiers, com quem publica em 1997 "La Llorona", que tivo grande sucesso na França e em Canadá.

Mais tarde, participa com seus irmaos no circo "Pocheros", e logo estabelece-se em Marselha, onde compoe a meirando parte do seu segundo trabalho.

No 2002 volve a Montreal,e alí com o percusinista François Lalonde e o pianista Jean Massicotte, remata e publica seu segundo trabalho: "The Living Road", no ano 2003.

Seus irmaos formam ou formarom parte du Cirque du soleil e ela canta dum jeito que, quando a escuito, mesmo penso se nao será ela a "llorona" das multi-lendas da grande fantasia mexicana

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Último Capítulo. Feminismo

Arquivado en: mulheres — Rifenha at 11:58 am on venres, abril 27, 2007

 

No ano 1949, Simone de Beauvoir, publica "O Segundo sexo".

As mulleres tinham acadado em Europa-de Espanha nem falar- a igualdade legal, mas nao a social e individual.

Por outra banda, a estadounidense Betty Friedan funda a NOW :  National Organitation for Women, que reivindica reformas para a inclusao da mulher no mercado laboral e em postos públicos.

Nos anos Sessenta, aparez o Feminismo Radical:

*Movemento de libertaçao da mulher

*Divissao entre "feministas" e  "políticas"

*Forte opossiçao anti-sistema.

Maio do 68 fui um revulsivo e, ao tempo um cataliçador de movementos de libertaçao feminina.

Na actualidade, a situaçao da mulher, é, em certo modo, "O Problema que nao tem nome"

Porque as leis mudarom, e mudam, mas as mentalidades e o dia a dia das mulheres, ainda arrastram aqueles prejuiços e aquelas inseguridades fronte ao feminino que introduziram os invasores indoeuropeios e as religioes semíticas.

Até quando?

Persoalmente, penso que as mulheres de cinquenta anos para acá, fixemos a revoluçao silenciosa mais grande da história de Europa, partindo de nós mesmas, fazendo-nos donas da nossa liberdade sexual, económica e intelectual.

Mas ainda ficam muitas a sofrer e a luitar por sairem da escravitude.

 

E melhorar a sociedade:

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A Segunda República. A mulher na política

Arquivado en: mulheres — Rifenha at 5:18 pm on xoves, abril 26, 2007

 

 No 1918 cria-se ANME -Asociación Nacional de Mujeres Españolas-

Em Maio do 1921 primeira manifestaçao  pro -sufragio en Espanha.

Mas as primeiras sufragistas nao conseguem o voto para a mulher.

Com a instauraçao da II República, as mulheres deputadas no parlamento republicano, dividem-se em duas opçoes contraditórias.

Por umha banda, duas mulheres instruidas, pertencentes à burguesia,

Margarita Nelken e Victoria Kent ,

Ambas de partidos de esquerdas, rejeitam a possibilidade do voto feminino, por considerar que as mulheres, pouco instruidas e conservadoras, iam ser um lastre à hora de votar partidos de esquerdas.

Margarita Nelken

Victoria Kent

Por outra,

Clara Campoamor,

também deputada, asumiu a defensa do voto feminino e do trato legal paritário para homens e mulheres.

Ao fim, trunfou a tese sufragista, e, quando se aprova a 

Constitución de 1931, 2ª República, consegue-se um enorme avance na luita polos dereitos das mulheres:

Matrimónio Igualitário

Dereito ao Divórcio

Obrigas dos pais a respeito de seus filhos.

O Fraquismo posterior, botou por terra tanta justiça de género, mas o voto feminino mantivo-se, ainda que nao houber nada a votar, na realidade.

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Mulheres galegas. Sempre avante

Arquivado en: mulheres — Rifenha at 8:49 am on mércores, abril 25, 2007

A Sociedade espanhola do século XIX, com escaso desenvolvemento industrial, padecia umha forte jerarquiçaçáo de género, amais dumha forte influência e poder da Igreja.

A prática política ficava limitada a umha minoria social, dado que o sufrágio nao era universal, mas censitário, com o qual só votavam os mais relevantes social e económicamente. A cada passo, havia pronunciamentos do ejército, e a adulteraçao das eleiçoes era prática comúm.

 Como podedes ver, umha sociedade da que vimos e que pode explicar muitas cousas ainda no presente:

"Desses pousos, vem estas borras"-

 As primeiras feministas, exigem:

Reconecemento de seu rol social e

Dereitos Civís.

As figuras mais importantes na defensa dos dereitos das mulheres na época, foram duas mulheres galegas:

Emília Pardo Bazán

Concepción Arenal.

Cada umha luitou em frentes diferentes polos dereitos das mulheres na Espanha escurantista do século XIX.

Convido-vos a aprofundar nas suas biografias e atitudes. Erao duas mulheres inteligentes e valerosas.

No eido da educaçao , xordem avances como a

"Institución Libre de Enseñanza" e o

 "Krausismo".

Mas essas erao correntes minoritárias. A Escola seguia transmitindo o papel da mulher "Anjo do fogar" e no século XIX o analfabetismo feminino era do 70%.

Flor Fina, qiue ainda que seja tabaco, também valia para a mulher, outro bem de consumo mais.

Até o 1910 nao se reconece o dereito da mulher à Educaçao Superior.

Se todas essas dificultades tem as mulheres ricas, com possiveis para estudar, que nao seria das pobres e filhas de labregos, nossas bisavoas...

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