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A página da Rifenha de Vimianço

Umha Rifenha verdadeira

Arquivado en: Africa, Galiza — Rifenha at 7:18 pm on venres, xaneiro 11, 2008

Ainda que eu me considere rifenha de coração, agora já não sou a Rifenha de Vimianço. Agora em Vimianço, há duas rifenhas verdadeiras, umha da tribo Bakoia por seu pai e Takrait por parte de mãe.

Assim que, já vedes. Pedigree rifenho polas quatro esquinas.

Bom, pois esta rifenhinha de primeiro da ESO, gosta muito de fedelhar na rede e é muito amiga, assim que, quando ela goste, pode escrever entradas no escunchador, para que saibades mais cousas da sua vida aquí, em Vimianço, e também do Rif .

Este é seu primeiro post, e eu deixo-a sozinha, para que ela escreba o que queira e como queira.

Al Hoseima

Al Hoseima (en árabe الحسيمة, 'Al-Hoseima' que significa 'lavanda' e en español Alhucemas) é unha cidade e provincia de Marrocos.

Está situada na costa marroquina mediterránea, na parte oriental da baía e xunto ao penedo de Alhucemas.

  • Historia

A actual A Hoseima tivo a súa orixe nun asentamento insignificante no século XVII, pero non é unha verdadeira cidade ata despois do desembarco de Al Hoseima levado a cabo polas tropas españolas durante a guerra do Rif (1926). Con todo, daquela chamóuselle Villa Sanjurjo, polo xeneral Sanjurjo, un dos protagonistas dese desembarco.

Durante a II República pasou a denominarse Villa Alhucemas, aínda que logo o réxime franquista restituíu novamente o nome de Villa Sanjurjo, que xa se mantivo durante o resto do protectorado español, ata o ano 1956 en que Marrocos accedeu á independencia. A partir desa data pasou a chamarse Al-Hoseima, en árabe, segundo a denominación marroquí.

Como legado da cultura española, quedan na vila numerosos edificios construídos durante a época do xeneral Sanjurjo. Así, atópase nesta cidade o Colexio Español Melchor de Jovellanos, dirixido polo Estado español. Este conta cunha arquitectura similar a edificios do sur de España e foi en orixe un cuartel militar.

Na actualidade é unha cidade de vacacións de verán, frecuentada polo turismo, na súa maioría do norte de Europa, debido ás súas fermosas praias, en especial Praia Quemado, e á beleza da súa contorna, entre a cordilleira do Rif e as augas do Mediterráneo. Conta con instalacións turísticas destacadas, como o Club Med, o complexo Chafarinas ou o hotel Mohamed V.

Con todo, a cidade atópase afastada do nivel de desenvolvemento do resto do Marrocos turístico, cunha importante falta de infraestruturas e de promoción. Á marxe das estradas que chegan á cidade, no verán establécese un servizo marítimo que comunica a cidade con Málaga, nun treito de aproximadamente unhas 11 horas.

Al Hoseima e os seus arredores sufriron un importante sismo de 6,5 graos na escala Ritcher o 24 de Febreiro de 2004, que causou graves danos materiais e provocou a morte de cando menos 560 persoas.

  • Poboación:

Malia que se estima en 60.000 habitantes a súa poboación, non se pode saber con exactitude, pois existe un alto índice de poboación que vive no campo. A división de poboación na rexión de Al Hoseima é a seguinte: Al Hoseima 55.216, Imzurem 9.642, Bni Buaiach 13.128, Targuist 9.593, mais unha poboación rural que debe roldar os 297.000 habitantes (2005).

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Ramadam

Arquivado en: Africa, mundo — Rifenha at 3:06 pm on mércores, setembro 12, 2007

Onte chegou Hayat do Rif. Ilusionada com a nova vida que vai começar aquí, entre nós, neste outro fim do mundo.

Veu cargada de chebakiyas, os dóces típicos do Ramadam .

Os muçulmanos, com jà disse outras vezes, contam os meses pola lua, Quando começa a se albiscar o quarto crecente, apenas umha raia curva de prata no céu, após a lua nova do noveno mes, então começa o mes do Ramadam. Começa também o jejum desde o amencer ao solpor.

Para os muçulmanos de Marrocos, começa hoje, para os espanhois, manhà, para os Palestina e Meio Oriente jà começou hà dous dias.

Hoje anda arranjando a sua casinha de aluguer, para ter todo preparado para se mudar esta nuite e começar o Ramadam na sua casa.

Para ela, e para todo muçulmano que aporte por aquí, que nunca se sabe, Ramadam Mubarak

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A terra treme.

Arquivado en: Africa, Cousas minhas — Rifenha at 2:38 pm on luns, febreiro 12, 2007


Pois sim. A terra treme também, como trememos nós.

A terra treme quando se encontram duas placas tectónicas diferentes e se roçam, mais ou menos dócemente.

É o reflexo, a grande escala, do que passou quando ti mais eu nos encontramos e tudo tremiu, com intensidade 9 na escala de Ritcher, derrubando muros, edifícios, cidades enteiras, dentro de mim, e deixando tantos mortos entre os escombros...

Hoje tremiu a terra no Cabo São Vicente. Eu senti dançar o meu imac e pensei que era com a força das canções de Ché Sudaka, que tava a escuitar mentras escrevia sobre eles em historiasderavaleiros.
Mas agora vem o Suso- a realidade cotiã- para me dizer que seica diz o teletexto que fui o tremor do Cabo São Vicente.

A onda chegou desde o Al Gharb ao Al Magreb, percorrendo caminhos subterraneos.

Eu, que viví miles de sacudiduras que vam desde o 6.3 até o 3.9 de hà dias nesta cidade, chantada acima da confluência da linha que une-ou divide- as placas europeia e africana, -ti Europa. Àfrica, eu.-nunca tive medo dos tremores, mália ver os mortos, amoreados na fábrica de geo do porto, por não ter sitio na morgue do hospital, ou os velhinhos sós, sem casa nem família, no centro de acolhida de meninhos orfos , habilitado para os acolher.

Vi e viví suas caras, inexpressivas, seus corpos encolhidos ,nas camas apertadas na sala que ficava pequena para tanta gente.
Sua olhada tranquila e seu sorriso de agradecemento, apenas insinuado, quando colhiam as cousas que Hayat e mais eu lhe recolheramos para eles.
Mesmo sua indiferéncia frente ao que não precisavam para si.
"Eu não preciso. Da-lha a aquele, que não tem."

Quantas leições de vida aprendi dos meus vizinhos rifenhos do campo, durante o terremoto...

Dos vizinhos da cidade, também aprendi como se pelejavam pola ajuda dos camiões, como aguantavam cada nuite nas "jaimas", durante messes, e algumhas cousas bem divertidas também.

Coma quando meu vizinho de enfrente, Mustafa -daquela ainda viviamos na rua das Nações Unidas -Umma Mutahidda- corria diante das vizinhas do lado, três moças e a mãe, que compartiam com ele e a família -mulher e três meninhos, um deles de dous messes- o ilhó que hà no cruzamento entre a rua que vai ao "Souk de los Pinos" e a que sobe cara o bairro Marmuxa, o mais alto da cidade. Pois alí, no ilhó, plantarom Mustafa e as vizinhas suas "jaimas", em boa vizinhanza.

Mas, o demo, que não tem parada, quixo que umha nuite Mustafa saisse da tenda para mejar e, ao volver, às escuras, entrou na das vizinhas, deitou-se e agarrou-se a umha das moças pensando que era sua mulher.

Para o outro dia, amahã, eu tava no meu balcão regando nas plantas, e vejo passar a Mustafa diante, engurrunhado, coas mãos na cabeça, e às quatro mulheres berrando atrás.

Chamei por Hayat, e ela faz-me de tradutora. E ainda bem que as mulheres não levavam nada na mão, porque, entre as três, iam-lhe dar umha malheira boa.

Assim é a vida.

Tem alegria, tristeça, dor,felicidade...mesturadas em proporções que variam.

O que nunca deberia faltar é, ao meu ver, o humor.

Ele faz que tudo seja relativiçado e mais levadeiro.

Ponha umhas pingas de humor na sua vida...

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Neve

Arquivado en: Africa, Cousas minhas — Rifenha at 7:46 pm on venres, xaneiro 26, 2007

Por fim chegou a neve também por aquí embaixo. Hoje, ao subir à àula, pola janela das escaleiras, vião -se os curutos das montanhas de Tensamam cubertas de neve branca.

Ao seu pé, o mar Mediterraneo, dumha cor azul intensa e liso coma um espelho.

A nevada fui de nuite, com muito vento. Mas, amanhã, só se notava o frío , coma um cuitelo, arrincando a pele das fazulas e do narís.

Todos querem que chova ou que neve mais, e, polo que parece, assim vai ser, porque o frio não vai a menos.

Lembro as vezes que tenho visto cair a neve: É coma ficar dentro dumha bolinha de cristal, dessas cheias de água que, cuando as moves, as folerpinhas vão caendo lenemente, acima das figuras que tem alí dentro.

Sempre me fascinarom essas bólas de cristal. Lembro duas muito fermosas que vi em dous filmes muito diferentes : A de Mary Poppins , quando lhe ensinava aos meninhos como caia a neve sobre a Catedral, e a do Cidadão Kane, aquela que caia da sua mão sem forças, no momento da morte. A que tinha dentro, toda a felicidade inexistente da sua longa vida de éxitos e poder. Felicidade secuestrada dentro dumha bóla de cristal.

Quando escrevo no blogue, vém-me à ideia estas cousas. E agora, por exemplo, penso:

Que será o último que lembre eu quando me chegue o momento?

Qual será o meu Rosebud?

Sabe-lo, seria a garantia de não me trabucar buscando o que não precisso .

Mas essas cousas, para as saber, hà que aprender e exercitar-se muito a escuitar ao próprio coração. E guiar-se por ele, não se fazer revirado. Deixar tudo atrás, coma o tolo do tarô, e seguir a luz do amor, que sempre nos leva a bom porto.

P.S. Sabias que não hà duas folerpas iguais mas que tudas tem a mesma simetria?

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Muharram

Arquivado en: Africa — Rifenha at 8:17 pm on sábado, xaneiro 20, 2007


Manhã é o primeiro dia do mes de Muharram, o dia do ano novo muçulmano. Aquí, no Rif, não celebrão muito, mas mais ao sul, e em outros paises muçulmanos, fazem festa.

O calendário muçulmano, ainda que mais recente que o celta, afunde as suas raices na tradição suméria. Antiga, como a celta, mas de outra cultura. A cultura vem conformada pola terra onde se vai gerando e conformando e na terra dos sumérios e dos primeiros muçulmanos, não existem bosques nem fragas de árvores mágicas.

O seu é um calendário que tem como base a lúa. Um calendário, portanto, com muitas variáveis e mesmo imprevissibilidade, como a mesma lúa, segundo dicião os poetas de antes.

Se começamos polos dias da semana, o jeito de os contar, é semelhante ao nosso:

O domingo é al ahad, que significa: O primeiro .

A segunda feira, é al ithnayn , que significa: O segundo.

A terça feira, é al thalatha, que significa: O três.

A quarta feira, é al arba`a , que significa: O quatro.

A quinta feira, é al jamis, que significa: O quinto.

A sexta feira, é al yuma` , que significa: A reunião. É o dia santo, das pregárias coletivas nas mesquitas.

O sábado, é as sabt , que significa : O sete. Seguramente venha do sabbat.

Para os muçulmanos, como para os celtas, o dia começa ao pôr do sol .

O mais complicado do calendário muçulmano, para nós, são os meses e os anos.

Só dizer que os messes começão quando a lua começa a se albiscar, depois da lua nova, e começa o crecente . Esso faz que não se saiba exactamente quando começa o Ramadam, por exemplo, até que se ve a lúa. E assim outras datas significativas.

Também que os meses, quadrão sempre em diferentes estações e em ciclos que se vão repetindo:

Por exemplo, o primeiro ano da minha estadia no Rif, o Ramadão quadrou no nosso Janeiro-Fevereiro.

Este ano, foi em Setembro-Outubro.

O Muharram o mesmo, e assim todas.

O nome e a duração dos messes, é a que segue:

Muharram: 30 dias.

Safar: 29 dias.

Rabi `al Aw wali : 30 dias.

Rabi `ath Thani : 29 dias.

Jumada l-Üla :30 dias.

Jumada l-Akhira : 29 dias.

Rajab : 30 dias.

Sha `ban : 29 dias.

Ramadam : 30 dias.

Sahwwal : 29 dias.

Zu l-Qa`da : 29 dias

Zu l-Hijja : 29 ou 30 dias. Depende dos anos.

As variaveis de um ou dous dias no começo ou no fim de cada mes, vém dadas porque se regulão polo ciclo da lua observável a simple vista, que não sempre coincide com o teórico.

O problema é quando hà nuvens, e a lua não se ve. Então? Ainda que não adoita passar, aquí, em Marrocos, aguardão que comecem no meio oriente e demais paisses muçulmanos, e eles sempre vão um dia depois, como corresponde ao último pais muçulmano do Leste para o oeste.

Bom. Muharram Mubarak para todos os meus vizinhos.

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Rogativas

Arquivado en: Africa — Rifenha at 7:26 pm on venres, xaneiro 12, 2007


Há tempo, na Galiza, quando levava muito tempo sem chover, a gente saia com os santos em processão, pregando e cantando ladainhas, para peçar a chuva.

Seica todas as culturas do mundo, fão estes rito processionais ou mesmo danças para acabar com o tempo seco e pregar aos deuses da chuva que enviem a água, líquido vital do que a terra e nós mesmos somos feitos nun setenta por cento aproximado.

Hoje, as mesquitas aqui, na cidade, cantarão todo o dia cuns cantos diferentes aos de cada dia.

Perguntei-lhe aos raparigos grandinhos do colégio, e dim-me que é para pregar a deus que mande chuva.

Hà meses que não chove, nem faz frio, e não neva nas montanhas de Ketama, e os cultivos não vão para arriba:

As amendoeiras apenas agromão as flores, o trigo fica raquítico e os demais cultivos dos que subsiste a gente dos campos, não evoluem como deberão para chegar a bom porto com a colheita.

De certo que, para as pessoas é umha delícia esta luz e esta temperatura.

Mas eu espero que chova, ou que chegue a neve aos cumios do Tickrit, para que a vida possa seguir, polo menos, coma até o de agora, se não melhora, que não se ve muita possibilidade.

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De livros, mitos , sonhos e mudanças climáticas.

Arquivado en: Africa, mundo — Rifenha at 5:47 pm on martes, xaneiro 9, 2007

Este janeiro, aquí, no Rif, ta trazendo um tempo de primavera, mas que de inverno.

Hoje, quando entrava no colégio, às uito da manhã-polo horário marroquino, que não adianta nem atrasa as horas,mas que vai com o sol-, econtreime com Ahmed, um companheiro de Asilah que da áulas de árabe no colégio.

Ahmed é um homen sério, culto, e muito agradável. Depois de saudar, puxemo-nos, como não! a falar do tempo.

Ocorreuse-me comentar que onte leí na rede que cada sete anos, um fenómeno chamado "El Niño" , faz que o clima do planeta mude.

Ele, muito sério, olha para mim, e diz:

-Essa mesma cousa diz o nosso livro sagrado.

-Como? -disse eu - No Corão fala do clima?

-Sim. Quando José, o filho de Jacobe, ficava presso na cadeia, em Egipto, fui chamado para interpretar o sonho do faraõ , o das sete vacas gordas que comen às fracas.

A sua interpretação foi que ião vir sete anos de chuva e humidade, seguidos por outros sete anos de seca, e que assim seria durante todo o tempo.

O certo é que eu lembrava a historia bíblica das vacas, mas nunca se me ocorreu pensar que fosse um mito para explicar as mudanças climáticas.

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De volta

Arquivado en: Africa, Cousas minhas — Rifenha at 7:18 pm on xoves, xaneiro 4, 2007

Por fim, depois de um dia enteiro de viagem, com maletas extraviadas incluidas, o Suso e mais eu, estamos outravolta no Rif.

Hoje jà fui dia de trabalho, e os meninhos vinhão também ao dereito da sua festa do Aíd. Todos contarom e logo debuxarom os anhos com seus cornos e os matachins com seus cuitelos na mão. Outros debuxabam-os pendurados, na açoteia, pingando sangue.

Algûm veu muito elegante, habilhado com o traje das festas, em color branca marfilenha, com pasamanerias de seda e babuchas brancas .

O certo é que a viagem fui fatigossa e que ainda tenho sono e cansaço.

Mas fico leda de volver ao meu quarto, com o computador, o canto da mesquita, o meu vizinho das barbas e seus electrodomésticos no passeio, a actividade constante na rua, o sol e as amendoeiras que já começão a se carregar e estrelas brancas de coração rosado...

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Manhã de sol e de souk

Arquivado en: Africa — Rifenha at 10:16 am on domingo, decembro 17, 2006

A manhã de hoje é de sol, aquí no Rif. Desde a minha janela posso ver as fachadas dos edifícios-quatro alturas é o máximo permitido- que ficão orientadas cara o Leste, iluminadas polo sol que sobe, e as açoteias inçadas de parabólicas e demais antenas às que os rifenhos e, em geral, os marroquinos, são tão afeiçoados.

De vez em quando, umha rula passa, solitária, diante do quadrado da janela.

Em baixo, na rua, escutão-se ruidos de carros, camiões e burros que vão para o Souk dos domingos, fóra da cidade.

Também chegão fragmentos de conversas que, ainda que em idioma diferente, tem o mesmo sotaque das dos camarinhães, quando se encontrão e se saudão, pola rua.

Muitas veces, o Suso e mais eu, jogamos a identificar vozes. Como se semelha o sotaque do árabe marroquino ao do galego da Costa da Morte... Mesmo as gheadas guturais, a linha sonora das frases, o tom bravo, que sempre semelha cabreado sem o estar...

Quando soa a rádio, pola manhã, para espertar, sempre escuitamos a voz de algûm vizinho falando árabe.

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Souad Massi

Arquivado en: Africa, Cousas minhas, músicas — Rifenha at 4:18 pm on martes, decembro 5, 2006

Hoje fico cà, no quarto do computador, escuitando música cos auriculares. Música da que vou baixando, quando me da por fedelhar no lime wire, para o itunes.

Pola janela entra umha luz preciosa de tarde outoniça. O céu azul, é navigado apenas por algumhas nuvens pequenas, esfarrapadas, que reflictem umha aureola de prata arredor.

Agora soa umha preciosa cantiga de Souad Massi : "dar dgedi". Soa tão dóce o árabe na sua voz coma quando viajei a Marrocos por primeira vez e fiquei namorada para sempre. Também os ponteos da guitarra tem a mesma doçura e a mesma beleça engaiolante do Magreb.

Agora soa "malou", também do seu último trabalho " Mesk Elil".

Esta tem muitos aires de fado. Tão fermosamente triste.

Um trabalho precioso dumha mulher cumha voz de jasmim e umha guitarra de estrelas.

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